Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Participação de blockchain no PIB global vai quadruplicar até 2030

O impacto de blockchain no PIB global pode dobrar entre 2021 e 2030, passando de US$ 66 bilhões em 2021, cerca de 0,45% da economia mundial (em preços correntes), para US$ 1,76 trilhão, o que seria 1,73% do PIB.

O serviço que vai puxar boa parte desse crescimento será o de rastreamento de produtos, que deve passar de um impacto de US$ 34 bilhões em 2021 para US$ 962 bilhões em 2030. Rastreamento é uma necessidade que a pandemia do Covid-19 deixou mais evidente para as empresas que precisam saber melhor onde estão seus produtos ou insumos e de onde vêm.

Os cálculos são da PwC foram divulgados hoje no estudo “Time for trust: How blockchain will transform business and the economy”. E a empresa afirma que o sucesso da tecnologia dependerá de ambientes favoráveis a sua aplicação, ecossistemas de empresas abertas a explorar novas oportunidades e indústrias diversificadas.

O ano de 2025 será o ano de inflexão de blockchain, com as soluções sendo adotadas em larga escala no mundo, diz a PwC.

Além de rastreamento, os outros quatro usos principais de blockchain com base na capacidade de gerar valor econômico serão pagamentos e instrumentos financeiros, identidade digital, contratos e resoluções de disputas (este passará de US$ 3 bilhões em 2021 para US$ 73 bilhões em 2030) e engajamento do cliente.

Os estudo tem dados individuais dos países que mais têm usado a tecnologia. E afirma que a China, com US$ 440 bilhões, deve ser um dos países mais beneficiados, em parte por conta de seu setor industrial e pela emissão de sua moeda digital de banco central.

Os Estados Unidos estão próximos da China, com US$ 407 bilhões, em boa parte por conta de sua vasta cadeia de suprimentos e das demandas de consumidores que querem saber de onde vêm os produtos que consomem.

Alemanha, Japão, Reino Unido, Índia e França deverão ter benefícios de US$ 50 bilhões cada um. O Brasil não é citado isoladamente no estudo.

Maiores beneficiários

A expectativa é de que rastreamento de origem de produtos deve beneficiar muito a China e a Alemanha, enquanto os EUA devem se beneficiar de aplicações financeiras e de identidade digital.

A tecnologia vai ser usada nos diversos setores, de saúde a manufatura e varejo. E os setores público, de educação e de saúde também devem ser os maiores beneficiários, com US$ 574 bilhões em 2030.

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