Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Bancos centrais de países desenvolvidos criam princípios básicos para moedas digitais

Coexistência da moeda digital de banco central (CBDC) com papel-moeda e outros tipos de dinheiro num sistema de pagamentos flexível, manutenção da estabilidade financeira e monetária e características inovadoras e eficientes.

Essa são os princípios fundamentais para emissão de CBDCs que os bancos centrais dos Estados Unidos (Federal Reserve), União Europeia (UE), Japão, Inglaterra, Suíça, Suécia e Canadá, junto com o Banco de Compensações Internacionais (BIS), dão aos países que, como o Brasil, estudam a emissão de moeda digital.

Os princípios servem para que os bancos façam seus estados, mas o grupo sabe que cada país terá de adequá-los às suas realidade, disse Benoît Cœuré, co-responsável pelo grupo de trabalho e líder do BIS Innovation Hub.

Na prática, diz o grupo, deve-se garantir:

  • Resiliência e segurança para manter a integridade operacional;
  • Conveniência e disponibilidade a custos muito baixos ou sem custos para os usuários;.
  • Sustentada por padrões apropriados e um framework lega muito claro; e
  • Ter um papel apropriado para o setor privado, mas também promover a competição e a inovação.

O relatório Central bank digital currencies: foundational principles and core features é mais uma indicação da seriedade com que o tema vem sendo tratado nas principais economias do mundo, depois que a China anunciou que teria uma CBDC, há um ano. Como em todos os estudos sobre o tema, os bancos centrais não afirmam que lançarão CBDCs, que estudam o tema.  

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