Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Todas as instituições de pagamentos emissoras de moedas digitais precisarão de autorização do BC

O Banco Central do Brasil aprovou ontem à noite (22) uma resolução que determina que a partir de março de 2021, as instituições de pagamento emissoras de moeda eletrônica passem a ser previamente autorizadas pelo Banco Central para poderem funcionar. 

Até então, pela circular 3885 de 2018, que estabelecia as regras para autorização para prestação de serviços de pagamento por instituições financeiras, estavam incluídas apenas as emissoras de moeda eletrônica com transações de pagamentos a partir de R$ 500 milhões ou valores a partir de R$50 milhões em recursos em conta de pagamento pré-paga.

É uma regra que contradiz a filosofia purista das criptomoedas, criadas para que não haja controles de autoridades. Mas, protege o sistema financeiro de eventuais instabilidades causadas pelos negócios de criptos.

“Ainda não vejo essa resolução como um impeditivo para a inovação. Entretanto, estranho o Banco Central querer regular algo que não é dinheiro, no sentido conceitual de moeda. Lembremos que a criptomoedas são “tokens” que não representam dinheiro mas que ganham valor em razão do seu uso e aceitação. Creio que seja uma questão de competência para regular algo que não seria de sua responsabilidade”, disse ao Blocknews Paulo Perrotti, sócio-fundador da LGPDSolution e presidente da Câmara de Comércio Brasil-Canadá.

Na mesma resolução nº 24, o BC criou uma nova modalidade de instituição de pagamento, o iniciador de transação de um pagamento ordenada pelo usuário final, mas que não participa do fluxo financeiro, não detentor, portanto, a conta do cliente. O objetivo é ampliar a abrangência do open banking, que começa a ser implantado em novembro.

Pedidos serão em fases

Em relação a moedas digitais, a instituição de pagamento que em 1º de março de 2021 já estiver emitindo moeda eletrônica, terá de pedir autorização do BC.

Depois, serão dadas autorizações para quem tiver alcançado, até 31 de dezembro de 2021, movimentações superiores a R$500 milhões em transações de pagamento ou R$50 milhões em conta de pagamento pré-paga.

Em seguida, para quem fizer, em 2022, pelo menos R$ 300 milhões em transações de pagamento ou tiver R$30 milhões em recursos mantidos em conta de pagamento pré-paga. E depois, de 1º de janeiro a 30 de junho de 2023, para quem não tiver alcançados esses valores.

De 400 instituições financeiras tradicionais da Europa, 86% avaliam ou já usam DeFi

Serviços financeiros descentralizados, os DeFi, não são mais coisa do mundo blockchain e das moedas criptografadas. Boa parte das seguradoras, bancos e tradings das finanças tradicionais da Europa está implementando ou avaliando esses aplicativos de forma significativa.

Mais precisamente, estão nesse grupo 86% de 400 instituições financeiras tradicionais europeias entrevistadas no estudo “The Sudden Rise of Defi” da BCG Platinion (braço do Boston Consulting Group) e da corretora Crypto.com.

Não é à toa que esse segmento chame a atenção do setor tradicional. Há US$ 12 bilhões alocados nesses DeFis, segundo estimativa do DeFi Pulse, que diz que eram US$ 3,7 bilhões em 25 de julho de 2020.

Das empresas entrevistadas, 67% acham que com DeFis, abrirão canais de receita. E 70%, está de olho no segmento apesar de temer riscos de segurança, já que precisam confiar nos contratos inteligentes, ao invés de custodiantes e servidores centralizados. Tanto que 60% se preocupa com a falta de regulação e mecanismos de recuperação de seus recursos.

O estudo mostrou ainda que proporcionalmente, as empresas de maior porte são as que mais entram em DeFis. Daquelas com receita acima de 10 bilhões de libras esterlinas (cerca de R$ 73 bilhões), 71% avaliaram ou implementaram esses serviços. E 58% acham que perderão vantagem competitiva se ignorarem as soluções DeFi.

O motivo é que esses projetos precisam de um nível adequado de investimentos para garantir benefícios para quem está entre os primeiros a desbravar essa área. As maiores empresas podem bancar o projeto e conviver melhor com o risco do que as de menor porte.

Em 42% dos casos, as empresas estão trocando suas soluções para DeFi em serviços de gerenciamento de ativos e 38% para tornar os serviços de pagamento mais rápidos e seguros. Há quem espera reduzir seus custos. Isso apesar de operadores do segmento de criptomoedas apontaram os custos altos de uso da rede Ethereum, onde as operações de DeFi acontecem, como barreira para a expansão dos aplicativos.

Boa parte desse movimento deve vir do medo: 58% das empresas disseram temer perder vantagem competitiva se ignorarem esses aplicativos.

Daqueles implementando serviços financeiros descentralizados, 35% fazem parte de um consórcio, plataforma, aplicação ou serviço existentes, 24% estão desenvolvendo suas soluções e 22% vão se juntar a competidores porque o ecossistema atual não é compatível com suas demandas.

Mais sobre DeFis em:

Custo e falta de regras são gargalos para expansão de produtos financeiros em blockchain

Prêmio Digitalks | Profissional do Mercado Digital tem categoria blockchain; votação é até dia 28

A 7ª edição do Prêmio Digitalks | Profissional do Mercado Digital está aberto até o próximo dia 28 para a indicação de profissionais. São 13 categorias e uma delas é blockchain.

Para indicar um profissional, basta acessar o link Prêmio Digitalks 2020

Serão eleitos 3 finalistas de acordo com os mais indicados e com a avaliação do júri, com base nos projetos desenvolvidos pelos indicados. A segunda fase será a de votação popular para escolha de um vencedor em cada categoria. A premiação irá acontecer no Digitalks Global Summit, no dia 15 de dezembro, em evento online.

Não é necessário preencher todas as categorias, mas é importante responder todos os itens do profissional da categoria indicada.

BBChain é primeira brasileira em novo grupo de parceiros criado pela R3

A R3 criou um programa global de parceiros para treinar e educar essa rede em sua solução Corda e promover o desenvolvimento de soluções e serviços da plataforma Corda para o mercado. A startup brasileira BBChain, que desenvolve soluções usando Corda, é a única brasileira no lançamento do grupo.

A iniciativa, chamada de Partner Connect, dará apoio a vendors independentes de software (ISV), integradores de sistemas e operadores de redes de negócios que desenvolvem aplicados em Corda.

Também estão neste grupo inicial empresas como Accenture, Capgemini, Cognizant, Deon Digital e Nasdaq e novos membros entrarão em 2021.

“A R3 tem um grande número de parceiros estratégicos globalmente e vários no Brasil. A BBChain é um dos nossos parceiros de destaque e foi responsável pela implementação do Corda Enterprise no projeto de interoperabilidade das registradoras de duplicadas com a B3, CERC, CIP e CRDC, lançado em agosto”, disse ao Blocknews Keiji Sakai, diretor-geral da R3 no Brasil. 

O objetivo com essas alianças estratégicas é expandir a adoção do Corda Enterprise nas mais distintas indústrias onde acreditamos que atransformação digital será impulsionada com a tecnologia blockchain, completou Keiji.

“Fazer parte desse seleto grupo consolida o posicionamento do Brasil, representado pela BBChain, como referência no desenvolvimento de soluções de alcance global baseadas na tecnologia Corda”, disse ao Blocknews Felipe Chobanian, co-fundador da empresa.

Até agora concorrentes, IBM e R3 fecham parceria para oferta de Corda no IBM LinuxONE

A IBM e a R3, duas das principais concorrentes em soluções blockchain no mercado global e que trabalham com plataformas distintas, fecharam um acordo para que a “Gigante Azul” forneça a rede Corda Enterprise da R3 a seus clientes no IBM LinuxONE, em nuvem híbrida – em premissas e IBM Cloud.

A R3 gerou um programa beta aberto para a Corda estar no IBM LinuxONE. Isso começa a funcionar no próximo dia 2 de novembro. A previsão é que a disponibilidade-geral comece no primeiro trimestre de 2021. O serviço se dará por meio do IBM Cloud Hyper Protect Services.

“As conversas sobre uma parceria estavam acontecendo já há um bom tempo, inclusive aqui no Brasil”, disse ao Blocknews Keiji Sakai, diretor-geral da R3 no país.

Centro de excelência R3 na IBM

Até então, a IBM trabalhava basicamente com a Hyperledger, iniciativa open source ligada à Fundação Linux. A R3, que de consórcio de bancos se tornou uma empresa, criou a solução de tecnologia de registro distribuído (DLT) Corda. Essa última, é muito associada a clientes financeiros – embora já tenha se expandido para outros setores -, que buscam mais privacidade em suas operações.

O acordo inclui ainda um centro de excelência R3 da IBM Services, devido ao aumento das oportunidades no mercado de nuvem híbrida, disse o comunicado das empresas. O objetivo será prover serviços como treinamento e consultoria de design para clientes que pretendem ou planejam usar soluções Corda.

“É um centro para inovar e incubar ideias de clientes e casos de uso”, disse Jason Kelley, gerente geral do IBM Blockchain Services. O centro de excelência dará maior poder aos clientes para subir o nível de suas transformações digitais, afirmou David Rutter, CEO da R3.

Acordo já era negociado há algum tempo também no Brasil, diz Sakai, da R3.

“A parceria com a IBM na região aumenta o leque de opções de utilização da nossa plataforma Corda Enterprise, com alguns diferenciais super relevantes – o IBM Hyper Protect Service, além da IBM Cloud e o LINUX-ONE, que já são amplamente utilizados no mundo corporativo”, afirmou Sakai.

  Além disto, a IBM vem capacitando e certificando sua equipe de arquitetos e engenheiros de software em CORDA.  Estes profissionais serão de extrema importância para direcionar e implementar soluções CORDA na base de clientes que a IBM tem na América Latina.

Por enquanto, nenhum dos dois lados fala em aquisição de uma pela outra no futuro. E também não se deu informações sobre como funcionará o marketing.

Interoperabilidade

A IBM já tem outros acordos nessa área e participa de diferentes iniciativas que estudam soluções blockchain. O acordo com a R3 pode ser um novo passo em direção à interoperabilidade entre infraestruturas.

Blockchain, por princípio, deve ser utilizada pelo maior número de stakeholders de um negócio, com a conversa de participantes de uma ou várias cadeias de fornecedores de produtos e serviços. Esse é um formato ainda distante no mundo dos blocos.

Para a Gigante Azul, o acordo adiciona uma solução que atrai setores como o financeiro, no qual já perdeu concorrências para a R3. A R3, por sua vez, se alia a um dos maiores provedores do segmento no mundo e que conta com outras soluções que podem interessar às empresas.

Nova York de olho

O setor financeiro pode parecer lento na adoção de DLT, mas é fato que está aumentando seu uso e Nova York, por exemplo, está cada vez mais convencida de que tecnologias como essa são o futuro do setor. Se NY abraçar a causa, pode arrastar o restante do planeta para o mesmo caminho.

A IBM LinuxONE e IBM Cloud Hyper Protect Services já oferecem um serviço de interesse de quem tem dados muito sensíveis para proteger, o Confidential Computing . Isso também pode interessar à R3.  

Bitcoin bate recorde em reais, chegando a R$ 73 mil, alta supera 7% em 24 horas

O bitcoin bateu recorde de preço ao longo desta quarta-feira (21), superando a barreira de R$ 70 mil – às 20h20, a cotação estava em R$ 73.158, voltando em seguida para a faixa de R$ 72 mil, um aumento superior a 9% em 24 horas. Em dólar, a moeda ainda está longe de sua cotação máxima sendo cotada a cerca de US$ 12 mil.

A oscilação do real-dólar tem sido um dos fatores a impulsionar a valorização da moeda. Analistas apontam também a compra institucionais de criptoativos. E para completar, hoje de manhã PayPal anunciou que vai permitir compra, venda e financiamento de compras com moedas criptografadas. O plano é começar nos EUA e expandir os serviços para outros países em 2021.

PayPal aceitará compra, venda e financiamento em criptomoedas

O PayPal, que no ano passado lançou, e logo depois desistiu de fazer parte do projeto da moeda Libra, com o Facebook, anunciou hoje (21) um serviço para que seus clientes nos Estados Unidos (EUA) possam comprar, vender e guardar criptomoedas em suas contas na plataforma da empresa. Além disso planeja oferecer financiamento em criptos a partir do primeiro semestre de 2021 para compras em seus 26 milhões de lojistas credenciados. As criptos serão convertidas em moedas fiat para esses financiamentos.

“A mudança para moedas digitais (no mundo) é inevitável, disse o presidente e CEO do PayPal, Dan Schulman. “Queremos trabalhar com bancos centrais e reguladores para oferecer apoio e contribuir na definição do papel que as moedas digitais terão no futuro das finanças e do comércio globais.” Para um relatório da União Europeia, a empresa já havia dito que estava trabalhando em projetos com criptomoedas

O projeto começa com o uso de Bitcoin, Ethereum, Bitcoin Cash e Litecoin nos EUA, numa parceria com a Paxos Trust Company. O serviço será gratuito para compra e venda de moedas até o final do ano. A ideia é estender o serviço para o aplicativo Venmo, da PayPal, e para outros países no primeiro semestre de 2021.

Para evitar a barreira ligada a desconhecimento e medo, a PayPal vai entregar conteúdo educacional a seus clientes sobre o ecossistema de criptomoedas, riscos e oportunidades e informação sobre a tecnologia blockchain. Com isso, também deixa claro que avisou de antemão os clientes sobre benefícios e problemas.

Bitlicense temporária

A empresa disse ainda que recebeu uma Bitlicense temporária do New York State Department of Financial Services (NYDFS). Linda A. Lacewell, superintendente da NYDFS, afirmou que o departamento continuará a encorajar provedores de serviços financeiros a operar, crescer e se manterem em Nova York e vai trabalhar com inovadores para permitir que criem e testem ideas.

Muitos analistas dizem que sem utilidade em compras de produtos e serviços, as criptomoedas ficarão isoladas num grupo de usuários. Ao adotar a moeda, o PayPal pode ajudar a frear o medo do desconhecido e outros limitações para o uso, como a alta volatilidade dessa moedas. O movimento da empresa, assim como da Visa e Mastercard, para uso de criptos, podem começar a mudar esse cenário.

No comunicado de lançamento do serviço, o PayPal cita o crescimento do uso de moedas criptografadas e o fato de que 1 em cada dez bancos centrais do mundo estudar ter uma moeda digital e podem lançar suas moedas em até três anos.

Em 2019, a PayPal Ventures injetou recursos na TRM Labs, focada em combate a fraudes com criptomoedas, e na Cambridge Blockchain, que trabalha com gerenciamento de identidade.

Cordite Society, nascida do Royal Bank of Scotland, lança primeira moeda digital em Corda

A Cordite Society, uma cooperativa criada a partir de um projeto de pesquisa do Royal Bank of Scotland, lançou ontem sua moeda digital XDC, a primeira moeda digital na plataforma de registro distribuído (DLT) Corda da R3.

A Cordite é um projeto open source DeFi. Segundo seu white-paper, a XDC é a primeira moeda digital “amigável do ponto de vista regulatório e ambiental”, de valor financeiro e empresarial. O regulador do sistema financiero do Reino Unido, o Financial Conduct Authority (FCA) disse que a XDC é um meio de troca e uma ferramenta descentralizada para comprar e vender produtos e serviços sem os tradicionais intermediários”.

Cada nó representa representa uma instituição, identificada por uma identidadde certifica (X.500). Dessa forma, a moeda está de acordo com os padrões com a FATF, aa força-tarefa do G20 para o combate a crimes como lavagem de dinheiro e terrorismo e que podem after a estabilidade do sistema financiero global.

Segundo o grupo, diferentemente de outras moedas digitais, as transferência de moedas são privadas e sem custos. A exceção é quando se usa o Corda Network Notary5 para manter a integridade do fornecimento de XCD e evitar o problema de gasto duplo dos sistemas clássicos de moedas digitais.

O responsável pela projeto é Richard Crook, que foi responsável por tecnologias emergentes do RBS e hoje é diretor da LAB577, empresa de software.

Agenda: CordaCon, inovação e Blockchain Revolution Global

CordaCon – O CordaCon, evento anual da R3, continua hoje (21) e amanhã (22). Neste ano, é online e gratuito. Os painéis abordarão o uso de DLT em setores como seguros, comércio exterior (a plataforma Marco Polo), tokens para pagamentos, moedas digitais de bancos centrais (CBDCs), aplicação no mercado de carbono, títulos de governo e identidade digital. Informações em Cordacon.com.

Inovação – A Movements realiza hoje (21) o Webinar #02 – Inovação pra que? O tema é Porque falamos tanto sobre inovação? Isso é realmente importante? Dê onde vem a inovação? Hoje, entre 19h e 20, serão discutidos conceitos e esclarecimento de dúvidas sobre o programa de aprendizagem Inovação, Metadesign e Complexidade. Inscrição pela plataforma Sympla.

Blockchain Revolution Global – O maior evento do Blockchain Research Institute, e um dos maiores do mundo sobre blockchain, acontece entre 26 e 30 de outubro e desta vez terá painéis brasileiros. Serão 12 trilhas sobre temas como serviços financeiros, cidades inteligentes, plataformas e transporte e comércio. Informações e inscrições em Blockchainrevolution.com.


Importância global do dólar pesa na decisão sobre CBDC, diz presidente do Fed

Dada a importância do dólar na economia global, os Estados Unidos (EUA) têm a obrigação de estar na vanguarda de políticas e tecnologias inovadoras, quando se fala em pagamentos internacionais e moedas digitais de bancos centrais (CBDCs). Mas nesse caso, “é mais importante fazer direito do que ser o primeiro”.

“O dólar é a principal moeda de reserva e continuará a haver grande demanda por cédulas do Fed. Há cerca de 2 trilhões de notas em circulação e estimamos que quase metade desse valor está fora dos EUA.”

É assim que o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, coloca a posição do país sobre pagamentos transfronteiriços e CBDC, temas que a cada dia ganham mais corpo no cenário global, inclusive no Brasil. As afirmações foram feitas durante um painel sobre pagamentos internacionais no encontro anual do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Ser o primeiro ou o melhor?

Fazer o certo não é so olhar em benefícios e riscos, disse ele. O Fed tem de olhar o impacto no exterior. Há perguntas difíceis operacionais que precisam ser respondidas, como a proteção da moeda digital de ataques cibernéticos e o impacto sobre a política financeira.

Segundo ele, o Fed está comprometido em avaliar a CBDC. Não há decisão sobre o assunto e há muito trabalho ainda para se fazer, inclusive uma consulta pública, antes de se tomar uma decisão. O Banco Central da União Europeia (BCE) lançou uma consulta pública no último dia 12.

Há benefícios de uma CDBC e incluem um sistema de pagamentos mais rápido e mais barato, fora outros macroeconômicos. Mas há também assuntos complexos, como o declino de dinheiro físico e a necessidade de atender pessoas não ou pouco bancarizadas.

Libra agitou os BCs

Como outros BCs, incluindo o Brasil, o Fed defende que a CBDC deve ser um complemento e não substituta do papel moeda e de outras formas digitais de dinheiro privado.

“A Libra mostrou a necessidade de melhorar os pagamentos transfronteiriços. É muito cedo para dizer como vai ter moldar o sistema de pagamentos. mas levou os reguladores a pensar nos riscos de inovações”, completou. E ele não disse, mas a Libra, moeda do Facebook e outras empresas, junto com a decisão da China de ter CBDC, fez os BCs a pensarem nessas moedas digitais.

Mais sobre CBDCs em:

Banco Central nomeia membros do grupo que vai estudar CBDC brasileira

União Europeia lança dia 12 de outubro consulta pública sobre emissão de sua moeda digital