Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Calcular custo de blockchain via cloud é empecilho, dizem desenvolvedores de soluções

Cobrança de uso de blockchain via cloud pode ser por volume de transações e por aderência. Foto: Pixabay.

A tecnologia blockchain esbarra em problemas típicos das soluções emergentes para ser adotada pelas empresas, como a desconfiança gerada falta de conhecimento. Um dos outros fatores que também tem sido um obstáculo, segundo os desenvolvedores de soluções com a tecnologia, é a cobrança do serviço blockchain em nuvem, uma conjugação que faz cada vez mais sentido por questão, por exemplo, de custo.

“As grandes empresas globais ainda não sabem comercializar blockchain via cloud”, disse Eduardo Figueiredo, fundador e CEO da SBR Prime, focada em rastreabilidade e monitoramento no setor agrícola. É possível mensurar um banco de dados, mas a aplicação, não, afirmou.

“O cara vai fumar, deixa aberta a aplicação e é cobrado por dados e pelo minuto da aplicação. Como você vai negociar com o cliente que o taxímetro está ligado a todo o momento? Aqui no Brasil não temos essa cultura”, completou ele durante o 2° Meetup Live BlockmeetMT – Blockchain, IoT e o Agronegócio, organizado no último dia 17 pelo Blockmeet MT e que teve apoio do Blocknews.

Esse cenário, diz ele, dificulta o planejamento de custo e a cobrança do serviço. O que se faz hoje é instalar a solução na máquina, virtualizar e cobrar um custo fixo para ter garantia de viabilização do projeto.

Cobrança

Bernardo Madeira, fundador e CEO da Interchains, afirmou que estão se exercitando os modelos de cobrança por volumetria e aderência nas redes privadas (permissionadas). Pode-se, por exemplo, começar com uma taxa baixa de aderência e à medida que o volume cresce, o cliente investe em infraestrutura e se gera uma taxa de volumetria.

Mas o grande empecilho hoje sobre a visão de custo do projeto com blockchain é o exercício que o próprio cliente precisa fazer para saber quando perde com ineficiência. “As empresas não têm medido o custo operacional de ineficiência. Antes de falar de custo, precisam pensar onde sangra dinheiro na cadeia produtiva e, a partir, daí fazer um exercício de ROI (retorno sobre investimento). Isso é o mais importante para saber qual é o ganho que se tem com a eficiência operacional”, completou.

Figueiredo afirmou que distribui os custos entre os participantes da rede no formato use e pague, sem cobrança de implementação e manutenção. Grãos, por exemplo, é por tonelada. Monitoramento de área é por tamanho. Se os números forem muito altos, é cobrado um percentual sobre o total. “Até os fundos de investimentos procuram modelo de recorrência”, completou.

O 2° Meetup Live BlockmeetMT – Blockchain, IoT e o Agronegócio pode ser assistido na íntegra pelo canal do BlockmeetMT no Linkedin.

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