Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Será que estamos prontos para lidar com as facilidades do revolucionário Pix?


Você certamente já se deparou com as seguintes situações: ter que esperar o horário bancário para conseguir realizar uma transferência, ou então realizar ou receber um pagamento e ter que esperar dias até o “dinheiro cair”. É o tipo de coisa que estamos habituados a vivenciar, muitas vezes sem questionar a eficácia do sistema. O Pix, no entanto, chega justamente para mudar esse cenário e quebrar esse paradigma.

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos anunciado pelo BACEN, será lançado oficialmente no dia 3 de novembro e muitas pessoas ainda não sabem ao certo como ele funciona e o que vai mudar com sua implantação – mas vale ter em mente que tornará a vida de todos muito mais fácil.

Esse sistema surge como uma alternativa (e até mesmo uma solução) aos meios de transferência bancária disponíveis hoje, como TED e DOC, e aos meios de pagamento, como cartões, dinheiro ou boletos. Tudo será feito pelas chaves de segurança únicas de cada usuário, que podem ser o número de telefone, CPF/CNPJ, e-mail e uma chave aleatória, levando apenas alguns segundos para concretizar uma transferência ou pagamento.

Benefícios para usuários

São inúmeros os benefícios do Pix para o usuário comum, e vão desde transações monetárias gratuitas entre diferentes instituições bancárias até pagamentos de contas e compras com o dinheiro sendo movido instantaneamente, o que permite inclusive a negociação de descontos. Tudo isso, vale lembrar, disponível 24 horas por dia, sete dias por semana – diferentemente do que acontece hoje

Essa mudança foi influenciada muito em decorrência do processo natural que vem acontecendo da desmaterialização do dinheiro. Seguindo essa tendência, os ATMs (automated teller machine), ou caixas eletrônicos, cartões plásticos, documentos como RG, CPF, licenciamento veicular, entre diversos outros exemplos, também se tornarão, pouco a pouco, obsoletos para nós. Por isso, o Pix desponta como um pilar importante para acompanhar tantas mudanças, que passo a passo se tornam a nova realidade global.

A experiência dos usuários de aplicativos bancários também está sendo reformulada por completo, e as pessoas podem esperar, além de uma janela muito maior para realizar operações, mais segurança também. Isso porque a jornada Pix tem significativas alterações de front-end (os aplicativos que o público comum faz uso), e principalmente do back-office da operação, que é o grande orquestrador das regras de negócios da operação financeira e o grande cérebro por trás das ferramentas. Com isso tudo mudando, muda também o que é entregue para os usuários.

Custos mais baixos

Outro fator importante que será influenciado pelo Pix é o financeiro. Se hoje pessoas físicas pagam uma taxa para realizar transferências para outros bancos, com o novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, isso deixará de acontecer. Já para empresas (pessoas jurídicas), que hoje lidam com uma taxa abusiva para a realização de TEDs, com instituições podendo cobrar até R$ 20 por cada, as coisas também se iluminarão. Com o Pix, a taxa cobrada será de R$0,01 a cada 10 transação.

A expectativa é alta para a chegada do Pix, e hoje temos muitas empresas se adequando e se preparando para o futuro. Definitivamente, é uma chave que, uma vez virada, não voltará atrás, tamanha a facilidade tanto para clientes, quanto para instituições. Como ele será recebido e se funcionará dentro do esperado, não temos como saber. Mas uma coisa é certa: trata-se de um novo e importante capítulo na história da revolução fintech.

* Caio Bretones é fundador e CEO da Mobile2you, mobile house especializada em desenvolvimento de produtos digitais sob-medida (taylor-made), tanto corporativos quanto para startups.

Falta de crédito e de sensibilidade das indústrias emperram uso de tecnologia 4.0

A sensibilização dos representantes das empresas e a geração de financiamentos para implementação de soluções tecnológicas 4.0 estão entre as principais medidas para aumentar a competitividade da indústria brasileira.

Estas são as conclusões de um estudo lançado ontem (29) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em paralelo ao anúncio, pelo BNDES, de uma nova linha de financiamento de serviços 4.0.

Durante o webinar de lançamento da linha de crédito do BNDES, o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, afirmou que “existe já um gap da nossa indústria, que por alguns anos teve taxa de investimento baixa. A melhoria da competitividade e produtividade da nossa economia passa por essas ferramentas (4.0).”

Segundo o estudo da CNI, 42,1% das empresas de grande porte entrevistadas não haviam iniciado a incorporação de tecnologias em seus processos.  Nas pequenas, o cenário é ainda pior.

Mesmo as multinacionais instaladas no Brasil estão atrasadas em relação a seus pares em outros países. O levantamento mostra que 40% das entrevistadas não implantaram projetos 4.0 e boa parte diz que não têm autonomia aqui para isso, o que mostra que elas praticamente acompanham o que as indústrias nacionais fazem.

BNDES lança financiamento para serviços tecnológicos 4.0; linha complementa Finame

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou ontem (29) uma linha de financiamento de serviços tecnológicos 4.0, como blockchain, inteligência artificial (IA) e Internet das Coisas (IoT).

O limite por operação é R$ 5 milhões, com prazo de pagamento de até 120 meses e carência de três a 24 meses. O BNDES financia 100% do valor. Segundo o banco, os serviços incluem, por exemplo, manufatura enxuta e avançada, digitalização, IoT, desenvolvimento de produtos e processos, tecnologias industriais básicas, eficiência energética e redução de resíduos.

Bruno Laskowsky, diretor de participações, mercado de capitais e crédito Indireto do banco, disse que ” não dá para financiar pequena e média empresa se não se falar de capital humano e, portanto, serviços. Estamos financiando intangíveis, inteligência, capacidade de gerar contribuições para diversas áreas, como digitalização, temas relacionados a economia produtiva, capacidade de manuseio de dados, big data e IoT”.

Segundo ele, a linha BNDES Crédito e Serviços 4.0 complementa o financiamento de máquinas e equipamentos do banco. A instituição tem a linha Finame Máquinas 4.0 para compras de máquinas que utilizam internet 5G e IoT. Há 119 itens e 50 fabricantes cadastrados nessa linha Finame.

Também ontem, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou um estudo sobre o uso de tecnologias 4.0 no país. Detalhes estão na reportagem Falta de crédito e de sensibilidade das indústrias emperram uso de tecnologia 4.0

R$ 1,7 bilhão em projetos

Júlio Semeghini, ministro substituto da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), disse que o país tem o desafio de promover a tecnologia 4.0. A Finep, ligada ao ministério, lançou em junho passado um edital para desembolsar R$ 50 milhões para apoiar projetos de inovação com tecnologia 4.0.

De acordo com Semeghini, houve 1.590 projetos que no total solicitaram US$ 1,7 bilhão. ” Isso mostra que o Brasil está preparado para aproveitar a transformação digital, mas temos de disponibilizar acesso ao crédito para que os projetos se tornarem realidade.”

“Financiar desenvolvimento nos dias atuais não se resume a financiar ativos físicos. No S&P 500, 75% dos valor das empresas são ativos intangíveis. Itens financiáveis há 40, 50 anos, eram fixos. Hoje, na grande maioria, são intangíveis, disse o Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Produtividade Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Da Costa.

Alterbank busca R$ 2 milhões em investimento semente

Alterbank, que oferece conta digital para quem quer depositar criptoativos e sacar reais, lançou uma rodada de captação de capital semente de R$ 2 milhões.

De acordo com comunicado da empresa, os recursos serão usados em infraestrutura, tecnologia, produtos e aumento da base de clientes.

Os recursos serão captados por meio de equity crowdfunding (financiamento coletivo), uma modalidade que vem sendo usada no ecossistema blockchain em outros países e que é regulamentada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Oferta equivale a 13% do capital

Os R$ 2 milhões equivalem a 13,3% do capital social da empresa. As cotas começam em R$800, ou 0,0053% de participação e são compradas pela plataforma Captable.

O banco foi fundado em 2018 e tem 20 mil clientes. Os serviços que oferecem são abertura de conta, cartão físico e digital, transferências de valores, saques, pagamento de contas – que pode ser com cartão pré-pago Visa internacional – e recarga de celular.

“Um de nossos diferenciais é usabilidade e acessibilidade. A complexidade do universo cripto é uma barreira de entrada para muitos novos usuários. Por isso a proposta do Alterbank é ser simples”, diz Vinicius Frias, CEO da empresa.

Com LGPD, empresas devem garantir o privacy by design em seus produtos

Com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em vigor desde o último dia 18, todas as empresas, sobretudo as que trabalham com tecnologia, precisam estar atentas ao privacy by design e contratar fornecedores de ferramentas que também trabalham esta metodologia em seus produtos e serviços.

As afirmações são de Diogo Silva Marzzoco, advogado especialista em direito digital do PK Advogados e foram feitas durante o webinar “LGPD em Tecnologia”, realizado pelo Blocknews e Mentors Energy no último dia 17 de setembro.

A metodologia “privacy by design”, ou privacidade por definição, foi criada em 1998 no Canadá e significa considerar a segurança em todo o ciclo de vida dos dados pessoais, ou seja, criar produtos e serviços que tem como ponto principal a adequação a essa segurança.

Soluções pensadas com LGPD

Essa forma de criar ganhou força na década passada, quando a segurança de dados pessoais passou a ser vista como crucial e foi adotada na LGPD europeia, a GDPR, na qual a lei brasileira é inspirada.

Essa foi a forma com que a BluPay diz ter criado seu portfolio de produtos para pagamentos instantâneos, afirmou Rubens Rocha, superintendente geral da startup que hoje faz parte do grupo Valid e usa a tecnologia de registro distribuído (DLT) para segurança de dados.

A empresa integra carteira digital, bancos e agentes de arrecadação o que, segundo o executivo, foi pensado para estar alinhada à LGPD e ao Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, que será implantado em outubro.

Identidade digital em blockchain será adotada na União Europeia. Gerd Altmann, Pixabay.

“Pensando no Sistema Brasileiro de Pagamentos (SBP), que tem disponibilização de informações centralizadas para serem compartilhadas entre as instituições financeiras, trabalhamos com uma opt-in (quando o usuário precisa dar o consentimento para o uso das informações). Assim, o usuário pode deixar os dados disponíveis para serem consultados nesse hub de pagamentos em que as contas são disponibilizadas”, explicou Rocha.

A empresa usa a plataforma DLT Corda, da R3, que gera uma camada de privacidade de dados sem compartilhamento entre quem está na rede e que foi construída, inicialmente, para atender às demandas do setor financeiro.

Na mesma linha tem ido a Hybrideum, que desde 2017 tem trabalhado no desenvolvimento de soluções blockchain para diferentes setores, segundo Daiany Barbosa, co-fundadora e diretora da empresa. “O potencial da tecnologia blockchain se mostra em termos de transações seguras, valor muito útil em se falando de LGPD”, afirmou.

Solução híbrida

Uma das soluções que a empresa criou foi uma identidade digital (ID) para uso por médicos e pacientes. Nela, os documentos e dados do cliente vão para uma base de dados e na blockchain são gravados com o código alfanumérico. Ao acessar o validador da rede, é possível uma farmácia acessar uma prescrição médica sem ver os dados do paciente. “Na nossa plataforma, a pessoa não é mais Daiany ou João, é um código e a partir disso vai usar nosso sistema”, completou.

A blockchain traz uma nova arquitetura de identidade distribuída (ID), em que se cria uma carteira digital com os dados de uma pessoa, e essa informação está criptografada com chave privada, explicou Bernardo Madeira, fundador e CEO da Interchains, também desenvolvedora de soluções em blockchain.

“O diferencial que blockchain traz é que quando você cria essa ID, órgãos reguladores validam se as informações estão corretas quando forem usadas. A instituição que pediu a validação também fica amarrada a uma aprovação, o que traz mais força a essa identidade”, completou. Isso tudo permite uma rastreabilidade de todo o processo.

Identidade no bar

Madeira deu um exemplo prático dessa validação: se um bar pedir a uma pessoa que prove que tem pelo menos 18 anos, hoje o cliente mostra um documento físico que tem vários dados que o bar não precisa saber, como quem são seus pais, e que pode também ser falso. Com a ID em blockchain, o cliente compartilha o link da identidade que está no seu celular e criptografada. Mas só compartilha o que o bar precisa saber, ou seja, sua foto e idade. O bar, que deverá ter um sistema de validação, confirma os dados pela plataforma com o órgão responsável. O bar também é validado e seu pedido fica registrado.

As discussões sobre a adoção de uma identidade digital em blockchain têm ganhado força em todo o mundo por dois motivos principais: a segurança de inviolabilidade dos dados e a prática de dar ao dono dos dados poder sobre eles. A União Europeia (UE) já disse que vai adotar esse modelo. O Brasil também tem desenvolvido projetos sobre o assunto, como um do Serpro. Agora, a LGPD coloca ainda mais pressão sobre a necessidade desse tipo de solução.

Ceará usará blockchain em medição de obras públicas; contrato é com estatal

O Ceará vai usar blockchain nos processos de medições de obras públicas. Para isso, a Superintendência de Obras Públicas (SOP) contratou a estatal de tecnologia da informação do estado, a Etice.

A contratação é de R$ 1,228 milhão, sem licitação. A justificativa da superintendência é de que “a contratação é fundamental para a melhoria na gestão e no desempenho da área de tecnologia da informação, bem como redução de custos”.

A uso deve começar gradativamente no início de 2021 em todos os negócios e situações, divulgou a pasta no último dia 27 de outubro. O uso será principalmente nas medições, integrando bases de dados das plataformas dos dois sistemas de gerenciamento de obras utilizados atualmente, segundo o governo do Paraná*.

O diretor de Planejamento e Gestão da SOP, Arnoudo Alves, tudo passa a acontecer virtualmente, todos os passos da medição “serão validados pela empresa, supervisora, fiscal etc.”.

Segundo a SOP, blockchain está dentro do Programa Ceará Digital, que prevê implantar, nos próximos quatro anos, um governo 100% digital.

As informações sobre uso de blockchain foram inicialmente divulgadas no Diário Oficial do Ceará (Doece).

*Reportagem atualizada em 2 de novembro de 2020.

Assim como o estado do Paraná, o Ceará mostra interesse em blockchain e usa empresa estatal para isso.

Mais sobre o projeto do Paraná em:

Sistema de compras do PR alerta sobre fraudes; Celepar fez parceria com IBM

Paraná deve evitar solução proprietária e ter consórcio de governança, diz BRI Brasil

Investimento anjo no Brasil ultrapassa RS$ 1 bilhão pela primeira vez

O investimento anjo foi de R$ 1,07 bilhão em 2019, um crescimento de 9% sobre 2018, que tinha registrado queda de 0,4% sobre 2017. Foi a primeira vez que o valor superou RS$ 1 bilhão, segundo pesquisa da Anjos do Brasil, instituição que faz aportes em startups em estágio ainda muito inicial.

As fintechs foram as startups que apareceram como as de maior preferência dos investidores, seguidas pelas de software e healthtechs. Leia mais no Fintechs Brasil, site de notícias parceiro do Blocknews.

Startup recebe aporte para projeto de remoção de CO2 da atmosfera

A Nori, startup de Seattle que desenvolveu uma plataforma para remoção de carbono da atmosfera e usa blockchain nesse processo, recebeu um aporte de US$ 4 milhões numa rodada da qual participaram investidores como a Placeholder – venture capital focado em blockchain -, North Island Ventures, Tenacious Ventures e uma gigante do agronegócio que não quis se identificar.

Blockchain é usada para dar transparência, auditabilidade e evitar o problema de “dupla contagem”, ou seja, a venda da mesma quantidade de CO2, o que ocorre no mercado de neutralização de carbono e ao invés de reduzir a quantidade na atmosfera, aumenta.

A startup faz essa remoção envolvendo, por exemplo, fazendeiros, “que podem manter bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) no solo usando práticas regenerativas, diz Paul Gambill, CEO da startup.

Incentivo financeiro

Uma remoção de carbono representa uma tonelada de CO2 retirada da atmosfera por no mínimo 10 anos, diz a startup. O fazendeiro registra a retirada no markeplace da Nori e pode vendê-lo para pessoas ou instituições que querem pagar pela retirada. Com isso, incentivam financeiramente o plantador adotar práticas que retirem dióxido de carbono do ar.

O primeiro método da Nori para retirar carbono da atmosfera é pelo sequestro de carbono de plantações, o que pode ser conseguido através da cobertura do solo, ou seja, plantações que cobrem a terra e não serão colhidas, e por meio da redução da lavoura.

Uma das finalidades da nova rodada de investimento é incluir mais removedores de carbono na plataforma, como os fazendeiros, e lançar um marketplace de carbono industrial. Empresas grandes como Microsoft e Amazon disseram que vão se tornar carbono neutro e precisarão desse marketplace, completou Gambill.

Mais sobre compensação de carbono em:

Associação do agronegócio usa blockchain para compensar combustível fóssil.

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Presunto cru espanhol será rastreado com blockchain do produtor ao consumidor

O presunto cru Ibérico Navidul, produzido na Espanha e o de mais alta qualidade da marca, será rastreado com blockchain. A solução é usada agora na primeira parte da cadeia de produção, entre o produtor e a secagem. A parte seguinte acontecerá quando as peças começarem a chegar até o consumidor, no verão europeu de 2021, entre junho e setembro.

A Sigma, dona da marca Navidul, usará a plataforma da Alastria, uma associação de empresas do ecossistema blockchain da Espanha e que desenvolveu sua própria rede. A Deloitte também participou do projeto. Com essa solução, a empresa substitui o rastreamento tradicional e expande isso até o consumidor. Mais informações estão no site espanhol Blockchain Economía, parceiro do Blocknews.

Mercado Bitcoin cria carteira para doação a brigada que combate incêndio no Pantanal

O Mercado Bitcoin criou uma carteira pública para a campanha de financiamento coletivo da Brigada Alto Pantanal Haroldo Palo Jr. (https://brigadaaltopantanal.org.br/). A brigada combate o incêndio que atinge o Pantanal em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O endereço da carteira pública é 37EKMMNStPx14sFszJZLUy69nAKfn1PvuH e quem tem conta em corretoras de criptomoedas pode doar por meio de transferência. Encerrando o período, o Mercado Bitcoin e a Brigada Alto Pantanal Haroldo Palo Jr. divulgarão o montante arrecadado a ser doado à campanha.  A carteira vai arrecadar bitcoins que serão convertidos em reais.

Em seu site, a brigada diz que suas campanhas de arrecadação têm a meta de “manter duas brigadas equipadas e treinadas por 12 meses e colaborar com custos veterinários dos animais silvestres”.

Doação rastreada

“Contribuir com uma causa tão importante fazendo uso da tecnologia blockchain, uma rede segura e pública aonde qualquer um pode acompanhar e auditar quanto está sendo arrecadado, em tempo real, está totalmente alinhado com o nosso propósito de democratizar o acesso a soluções inovadoras”, comenta Reinaldo Rabelo, CEO do Mercado Bitcoin.

Até o início de setembro, mais de 2.842.000 hectares, ou 18,7% do bioma, foram incendiados.

Segundo Angelo Rabelo, diretor de Relações Institucionais do Instituto Homem Pantaneiro (IHP) e coordenador deste projeto, a ideia de criar a brigada surgiu para apoiar o estado, uma vez que a contratação de brigadistas pelo IBAMA e ICMBio ocorre de forma sazonal, entre julho e dezembro, e não consegue ter homens  suficientes para atuar nas regiões mais remotas e menos habitadas do Pantanal.