Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Startup Mete a Colher, de apoio a mulheres vítimas de violência, ganha competição internacional

Plataforma usa algoritmo para dar apoio profissional às mulheres. Foto: John Hain, Pixabay.

A startup “Mete a Colher”, que usa tecnologia para dar apoio a mulheres que sofrem violência doméstica, foi uma das dez escolhidas no programa de incubação da F-LANE, primeira aceleradora da Europa com foco em startups que usam tecnologia para empoderar as mulheres em todo o mundo. Houve 455 inscritas de 84 países. A F-Lane é do Instituto Vodafone.

O Mete a Colher foi lançado há três anos por Renata Albertim, no Recife (PE) e já ganhou prêmios e reconhecimento. A plataforma, chamada de Tina, é comprada por empresas que querem proteger suas funcionárias por meio de ajuda psicológica e social através de um chat em que a mulher atacada não precisa se identificar. Quando necessário, o caso é levado para a polícia ou redes de apoio às mulheres.

O programa começa no próximo dia 7 e dura 5 semanas e termina com o um Demo Day em 5 de novembro. Por conta da pandemia do Covid-19, será online. A mentoria é liderada pelo Yunus Social Business, fundo de investimento social e tem apoio do Impact Hub Berlin, focado em empreendedorismo social, a também alemã Social Entrepreneurship Academy and a WLOUNGE, ecossistema tecnológico.

Uma das outras 10 escolhidas é a Hive Online, uma plataforma distribuída de finanças para comunidades, que usa blockchain para criar um histórico sobre pequenos negócios. Essa base de dados facilita o acesso de mulheres de áreas rurais na África e terem acesso a crédito mais barato e a novos mercados. A empresa tem base na Suécia, Dinamarca e Ruanda.

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