Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Brasil não aparece em ranking de startups de IA mais promissoras do mundo

Executiva descobriu a tecnologia num curso e associou ao seu setor. Foto: Gerd Altmann, Pixabay.

O Brasil é reconhecidamente um país criativo e aquele em que startups têm de sobreviver num cenário sem aparato legal e financeiro que incentive a inovação. Essa falta de apoio, que existe em outras economias, como Estados Unidos (EUA), China e Canadá, pode ser a explicação para o país não aparecer no 4º ranking anual da CB Insights das 100 startups mais promissoras do mundo em inteligência artificial (IA).

O ranking tem startups de 15 setores e 13 países. O diferencial delas é a capacidade de avançar na pesquisa sobre IA e chegar a aplicações para esses setores, segundo o CB Insights.

Chile é o único das AL

O Chile é o único país latino-americano da lista, com a NotCo, empresa que cria alimentos a base de plantas, como uma maionese feita a base de grão-de-bico. A startup já recebeu US$ 33 milhões (cerca de R$ 180 milhões) de investidores como a OSV, Kaszek Ventures, Bezos Expeditions, IndieBio e Maya Capital.

A líder do ranking é a chinesa 4Paradigma, que desenvolve soluções em IA para o setor industrial. Os investimentos anunciados pela empresa somam US$ 145 milhões (cerca de R$ 800 milhões). Os investidores foram Sequoia Capital China, Industrial and Commercial Bank of China, China Construction Bank, Bank of China, Genesis Capital.

Apesar de a 4Paradigma liderar o ranking, o país que mais tem startups na lista são os Estados Unidos, com 65 empresas. O Reino Unido tem 8 e Canadá e China, 7 cada um.

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