Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

BBChain desenvolveu arquitetura que garante privacidade de empresas no registro de duplicatas

Uma empresa não consegue saber quantos registros a outra fez.

A BBChain, empresa de desenvolvimento e arquitetura de plataformas blockchain e que trabalhou no projeto da nova plataforma de registro de duplicatas da B3, CIP, CERC e CRDC, afirmou que criar uma integração de quatro concorrentes, numa tecnologia nova, com confidencialidade e para uma operação de dezenas de milhões transações foi um enorme desafio.

A empresa elaborou a arquitetura da nova plataforma de registros e os códigos, o que define as aplicações e funcionalidades. Isso incluiu o desenho dos contratos inteligentes. Tudo foi feito sobre a plataforma Corda, da R3. A Corda transforma todas as informações dos títulos em criptografia e garante que nenhuma duplicata será registrada em mais de uma empresa.

Nunca ninguém fez algo assim no mundo: uma rede interoperável que garante alta disponibilidade, privacidade de dados dos concorrentes operando na mesma plataforma, inclusão de muitas outras empresas no futuro e a prova de fraude, o que só blockchain permite, segundo o sócio-fundador e CTO da empresa, Rodrigo Bueno.

Ninguém sabe de ninguém

Felipe Chobanian, sócio-fundador e CEO da BBChain, disse ao Blocknews que a solução desenvolvida garante rastreabilidade e ao mesmo tempo, confidencialidade das operações. Uma empresa não sabe o volume de negócios de seus concorrentes na rede. “A única tecnologia que entrega isso é blockchain”. Segundo ele, essa confidencialidade foi conseguida com a Corda.

A arquitetura usa também a base de dados distribuída CockroachDB, da Coachroach Labs, que armazena dados duplicados em diversas localidades. “É preciso um apocalipse que destrua tudo para o sistema cair”, disse Chobanian. Os dados estão em nuvem. A Tivit gerencia a infra-estrutura computacional.

A BBChain nasceu no Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores (Larc) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, a Poli da USP. A empresa tem 17 projetos para diferentes setores já rodando e a caminho da fase de produção, afirmou o CEO. Em junho passado, a Pitang Agile IT, desenvolvedora de softwares, adquiriu 30% da BBChain.

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