Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Moeda digital de banco central têm seu valor, diz estudo do Federal Reserve

Bluepay, Hybrideum e PK Advogados falarão no evento. Foto: Gerd Altamann. Pixabay.

Moedas digitais de bancos centrais (CBDC na sigla em inglês e MDBC em português) têm seu valor em diversos aspectos quando comparadas aos meios de pagamentos atuais. A conclusão está no estudo “Comparing Means of Payment: What Role for a Central Bank Digital Currency?”, do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, publicado na semana passada.

O FED vem estudando o tema e na semana passada o Federal Reserve Bank of Boston também anunciou uma parceria com o Massachusetts Institute of Technology (MIT) para desenvolver uma moeda digital nos próximos dois a três anos.

O Fed fez a comparação com base em sete critérios: acessibilidade, anonimato, instrumentalidade do portador, independência, eficiência operacional, programabilidade e disponibilidade do serviço.  O banco disse que escolheu esses critérios porque é onde deve haver mais diferenças entre CBDCs e os meios atuais de pagamentos. Portanto, há outros pontos que podem ser comparados.

“Embora as CBDCs nunca serão capazes de replicar todas as características do papel moeda e de outros sistemas de pagamento instantâneos (RTGS, nos EUA) simultaneamente, em certas circunstâncias têm o potencial de melhorar os dois modos de pagamentos. No entanto, os bancos centrais terão de definir quais questões a moeda digital deveria melhorar e escolher uma arquitetura que melhor atinja esses objetivos. Essas decisões vão determinar a proposta de valor da CBDC como meio de pagamento e deverão definir se uma moeda digital é uma mera melhoria do sistemas atuais ou algo mais revolucionário”, diz o estudo.

Segundo o Fed, moedas digitais desenhadas de forma apropriada podem agregar valor a certas áreas, incluindo uma forma digitais de instrumentabilidade do portador, custos melhores de pagamentos de serviços, maior anonimato do que as transações digitais atuais e um catalisador de mais inovações.

FED Boston e MIT

O acordo entre o Fed Boston e o MIT será executado em diversas fases. Na primeira, será construída e testada uma moeda digital para uso em larga escala. O objetivo é chegar a um modelo escalável que possa definir uma CBDC do dólar.

Nas fases seguintes, serão estudadas e testadas os ganhos com a tecnologias, codificando e testando várias arquiteturas, para ver como têm impacto no modelo de CBDC. Os resultados dos estudos serão divulgados e o código será licenciados como um software de código aberto.

Tanto o Fed como o Fed de Boston informaram que estão fazendo diversos estudos sobre moedas digitais de bancos centrais.

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