Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Empresas da ABCripto criam código de conduta para se diferenciarem para clientes e reguladores

Objetivo é mostrar compromisso contra lavagem de dinheiro e financiamento a terrorismo.

A Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto) lançou, hoje (13), o Código de Autorregulação para o setor de criptomoedas. O objetivo é estabelecer um ambiente com maior compliance, aumentando a segurança jurídica e preenchendo uma lacuna regulatória, segundo o diretor-executivo da ABCripto, Safiri Felix.

Com os 3 documentos do código, que cobre transações de criptos, lavagem de dinheiro e financiamento a terrorismo, as empresas tentam cobrir a falta de determinadas regras e leis, se antecipam a futuras regras e, portanto, se posicionam de forma a chamar a atenção de reguladores e legisladores para que sejam chamadas a participar da discussão de futuras regulamentações. O código é aplicável a empresas que fazem custódia, intermediação e corretagem de criptoativos.

“O código mostra aos reguladores e usuários que sabemos o que estamos fazendo, que sabemos lidar com criptomoedas e organizar um processo que protege os stakeholder. Isso é muito relevante para termos a confiança do regulador e do legisladores quando pensarem em regular o setor. Mostramos que conseguimos nos organizar e falar como ecossistema”. disse Reinaldo Rabelo, CEO do Mercado Bitcoin.

De olho no crescimento do mercado

Além de mostrar que atuam de forma correta e que querem ser ouvidas pelos reguladores, as signatárias dos documentos tentam diminuir a aversão às criptomoedas como investimentos por conta de atividades criminosas. O segmento de criptomoedas sofre com problemas como pirâmides, o que criou muita aversão entre potenciais investidores. No final, pretende-se fazer esse mercado no Brasil.

A AbCripto reúne BitBlue, BitPreço, Foxbit, Mercado Bitcoin, NovaDax e Ripio, que respondem por 80% das transações com criptomoedas no país.

O código foi assinado usando solução blockchain da GrowthTech, desenvolve aplicativos para para o setor imobiliário. Estima-se que o segmento de criptoativos movimente R$ 100 bilhões em 2020 no país.

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