Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

BTG paga R$ 480 mil em dividendos do token imobiliário ReitBZ

Tokenização de imóveis dá a possibilidade para mais investidores aplicarem no setor. Crédito: Pixabay

O token imobiliário do BTG Pactual, ReitBZ, vai distribuir US$ 87.569,20 (cerca de R$ 480.630,00) em dividendos. É o primeiro dessa categoria a distribuir ganhos para seus investidores, segundo o banco.

O BTG é o primeiro banco brasileiro e de investimentos do mundo a ter um ativo como esse em seu portfolio. O produto foi lançado em fevereiro de 2019 e a emissão de tokens ocorreu em maio do mesmo ano.

Os tokens representam fatias de imóveis recuperados pelo BTG. A empresa que administra esse negócio é a Enforce, braço do banco especializado em recuperação de créditos. O portfolio tinha 322 unidades e 198 já foram vendidas.

Por questões regulatórias, a operação é baseada no exterior. As compras podem ser feitas em diversos países, mas não por brasileiros ou residentes no Brasil e nem nos Estados Unidos.

Também não podem ser feitas em países onde criptomoedas são consideradas ilegais, como China, Bolívia e Equador e naqueles considerados paraísos fiscais pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OECD) e pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Pagamento por smart contract

Os pagamentos dos dividendos serão feitos por contratos inteligentes (smart contracts), que rodam em plataforma blockchain. Desde maio deste ano, o token é emitido na plataforma Tezos.

“O ReitBZ é a prova de que nossos esforços (de investimento em tecnologia) têm gerado bons retornos aos nossos clientes”, disse o CEO do banco, Roberto Sallouti. O BTG quer criar um mercado secundário do token.

O primeiro ciclo de investimentos gerou receitas de US$ 220.288 (cerca de R$ 1,211 milhão). O investimento mínimo no ReitBZ é de US$ 500. O banco afirma já ter superado o soft cap, que é o valor mínimo feito por investidores no seu lançamento, o chamado ICO (Initial Coin Offering). O soft cap é de US$ 3 milhões. O BTG Pactual também diz que 100% da receita é distribuída.

“Quando se pensa em investimentos, ainda se pensa em termos locais. A ReitBZ é um produto disruptivo em sua forma de pensar”, disse André Portilho, o sócio do BTG responsável pelo token.

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