Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Para Federal Reserve, CBDC beneficia cliente na crise, mas afeta concorrência

O Federal Reserve Bank da Philadelphia avalia que moedas digitais de bancos centrais, as CBDCs, têm o benefício de dar a possibilidade aos consumidores de terem conta bancária diretamento no banco central.

Isso abriria uma competição com os bancos privados, com exceção de projetos de longo prazo, porque essa não é a especialidade dessas institições.

E em períodos de pânico financeiro, por ser mais estável do que bancos comerciais, os centrais podem evitar uma corrida para saques.

O outro lado da moeda é que por ser monopólio, quanto mais o banco central for o banco dos consumidores, mais vai afetar o amadurecimento do mercado.

Estudos em alta

Essas são conclusões do relatório “Central Bank Digital Currency: Central Banking for All?”, do Federal Reserve d Philadelphia.

Este é mais uma das instituições monetárias do mundo que estudam o assunto. De acordo com o economista Gustavo Cunha, especialista no assunto, o número de estudos sobre o tema cresceram de forma siginificativa neste ano.

Há relatórios de economias como a União Europeia, França, Reino Unido, Estados Unidos, China e Suécia, para ficar em alguns exemplos, e do banco central dos bancos centrais, o BIS.

Os motivos para isso incluem o anúncio de lançamento da Libra por um grupo liderado pelo Facebook e a decisão da China de ter uma CBDC. A moeda chinesa poderá ser a primeira das economias de peso no mundo.

Com isso, os bancos centrais tentam entender, primeiro, do que se trata uma CBDC e seus impactos. A partir daí vão avaliar se, como e quando emitirão uma.

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