Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

IBM compra fatia da plataforma we.trade e reforça atuação em comércio exterior

Plataforma une 12 dos maiores bancos da Europa.

A IBM é a nova sócia da we.trade, uma das maiores e mais consolidadas plataformas de financiamento de comércio exterior baseada em blockchain, com 12 bancos europeus como sócios. A plataforma usa o Hyperledger Fabric da IBM e com a sociedade espera-se um reforço no seu plano de crescimento de novos usuários e de países envolvidos nas operações.

No ano passado, Ciaran McGowan, CEO da we.trade, afirmou que a ideia era que empresa tivesse sua própria plataforma e dependesse menos da Hyperledger Fabric. O motivo era que a empresa não poderia pagar para sempre pelo produto.

O valor do investimento não foi revelado, mas significa uma participação de 7% na plataforma. Os outros sócios são alguns dos maiores bancos da Europa e do mundo – Santander, Deutsche Bank, HSBC, UBS, CaixaBank, Erste Bank da Áustria e sua subsidiária Česká spořitelna, KBC, Natixis, Nordea, Rabobank, Société Générale e sua subsidiária KB e UniCredit Itália.

A we.trade entrou em operação em 2018 e de janeiro a julho de 2019 o crescimento de operações foi de 38% ao mês, em média. Além dos 12 bancos sócios, Eurobank, CSOB e UniCredit Alemanha têm licenças para uso.

Expansão na Ásia

O segmento de financiamento de comércio exterior é ainda bastante dependente de atividades manuais e papel, o que afeta custos e rapidez dos processos. Uma situação crítica como o isolamento social provocado pela pandemia do Covid-19 torna os processos ainda mais penosos. Por isso, blockchain tem sido adotada por grupos de bancos e empresas que buscam mais agilidade e eficiência.

A partir de julho, a we.trade deve receber novos bancos e clientes da Europa e depois da Ásia. O plano é também permitir a interoperabilidade com outras redes similares, como o que já foi feito com a eTradeConnect, plataforma que tem mais de 10 bancos asiáticos. A plataforma poderá também incluir membros como seguradoras, importadores, exportadores e empresas de logística.

Espera-se que a IBM busque a integração com suas plataformas TradeLens, de comécio exterior, e Food Trust, de rastreamento e monitoramento de cadeias de suprimentos.

No Brasil, a Covantis, de traders líderes em commodities agrícolas, vai lançar sua plataforma para monitoramento de embarques de exportação de soja e milho. Mas a rede poderá no futuros incluir também bancos.

Para usar a plataforma os custa são de cerca de US$ 2 mil (em torno de R$ 10 mil) – para iniciantes – a US$ 175 mil (R$ 875 mil) ao ano. O valor para testar a plataforma é de US$ 75 mil (R$ 375 mil).

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