Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Bolsonaro revoga portaria que estabeleceu blockchain para rastrear armas do Exército

Crédito: Exército brasileiro.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) informou hoje, pelo Twitter, que revogou as portarias COLOG Nº 46, 60 e 61, de março passado, do Comando de Logística do Exército, que estabeleciam um controle mais rígido do rastreamento e identificação de Produtos Controlados pelo Exército (PCE). Isso inclui, por exemplo, armas e explosivos. Seria usada blockchain no controle.

Segundo Bolsonaro, a revogação ocorreu por “não se adequarem às minhas diretrizes definidas em decretos”, sem dar maiores explicações.

O deputado Eduardo Bolsonaro também disse no Twitter que “atiradores e CACs (colecionadores, atiradores e caçadores) sempre apoiaram Bolsonaro para que tenhamos pela primeira vez um presidente não desarmamentista. É inadmissível que a COLOG faça portarias restringindo a importação. A quem isso interessa? Certamente não ao Presidente, que determinou a revogação destas portarias”.

Mais segurança

As portarias estabeleceram o Sistema Nacional de Rastreamento de Produtos Controlados pelo Exército (SisNaR), que conteria o registro de todos os PCE produzidos, importados, exportados, vendidos ou usados e que devam ser rastreados.

Fabricantes e importadores de PCE, por sua vez, deveriam ter sistemas de TI que permitissem a autenticação das operações com o uso de blockchain. Também deveriam garantir o sigilo, a integridade, a disponibilidade e a autenticidade dos dados, mantendo por 5 anos os registros das identificações de PCE.

Rastreamento em dois módulos

O rastreamento previsto era em dois módulos, sendo um de coleta e registro de dados e outro integrador e de gestão.

Para identificar os produtos, os códigos incluiriam país de fabricação, local de produção e custódia, número de registro do fabricante nacional no Exército, número de licença de importação, tipo e grupo, espécie, modelo, lote data de produção e de valor do PCE.

Nos Estados Unidos, no início deste ano, a Fluree anunciou ter vencido um contrato com a Força Aérea do país para fornecer uma plataforma blockchain. O objetivo é testar o compartilhamento de documentos dentro da força, com o departamento de Defesa e governos aliados.

2 Comentários

    1. Olá! Sim, vamos atrás de mais detalhes. O anúncio não deu maiores detalhes e agora vamos tentar entender melhor os motivos da decisão e seus impactos. Continue nos seguindo!

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