Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Projeto da moeda libra muda após pressão de governos

Depois de 9 meses do lançamento do projeto e de muita pressão de órgãos reguladores dos Estados Unidos (EUA) e da Europa, o projeto da moeda Libra, conhecida como a moeda do Facebook, mudou. Deu um passinho para trás no plano original, que era mais audacioso.

David Marcus, co-criador do projeto e responsável pela Calibra, a carteira da moeda desenvolvida por um grupo de empresas, anunciou hoje um white paper com mudanças dos planos iniciais.

E fez questão de dizer que as empresas pagam os custos da Associação Libra, responsável por tocar o projeto, e que o Facebook banca menos de 10% dos gastos.

A ideia inicial era ter uma moeda digital lastreada em outras moedas fiat e títulos de governos de baixo risco. Segundo Marcus, serão lançadas diversas moedas estáveis denominadas em outras moedas, como dólar e euro, além da libra, que por sua vez, será lastreada numa cesta dessas moedas digitais. A ideia inicial era ter uma moeda digital lastreada em outras moedas fiat e títulos de governos de baixo risco.

CBDCs na rede

E pelo que foi anunciado por Marcus, ficará mais fácil incluir moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) na rede Libra. CBDCs estão cada vez mais em estudo pelo mundo. Detalhe: se for lançada uma stablecoin “libra-dólar”, por exemplo, e houver uma CBDC nos EUA, essa tomará o lugar da “libra-dólar”.

Outra mudança: a ideia original era a rede da libra começar como permissionada e depois ser aberta. Agora, fala-se numa rede aberta e competitiva.  O que é isso, não se sabe.

Marcus falou ainda que o sistema terá proteções contra lavagem de dinheiro, combate ao financiamento do terrorismo e uso de sanções.

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