Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Brasileiros e europeus criam app #SpreadLoveNotCorona, que usa blockchain para arrecadar doações

Brasileiros participaram da criação do aplicativo #SpreadLoveNotCorona (EspalheAmorNãoCorona), que usa blockchain na arrecadação de doações que serão usadas no combate aos efeitos negativos do coronavírus na saúde e nas economias pelo mundo.

O aplicativo foi criado pela IntellectlEU, de Bruxelas, que desenvolve soluções com tecnologias emergentes como blockchain e inteligência artificial para o mercado de capitais. Os desenvolvedores estão em Portugual. A R3 deu apoio técnico e de marketing. Nayam Hanashiro, diretor de parcerias, que fica em São Paulo, participou do projeto.

O dinheiro arrecadado vai para o COVID-19 Solidarity Response Fund for WHO, que tem o apoio da Fundação das Nações Unidas e da Swiss Philantropy. A Organização Mundial da Saúde (OMS, WHO em inglês), aloca os fundos conforme seu plano de respostas à pandemia.

A lógica do aplicativo é, como o nome diz, espalhar amor, portanto, é possível se inscrever para compartilhar o link do aplicativo e também para doar. O dinheiro vai para o fundo das Nações Unidas.

Espalhando amor

“Você não precisa doar para criar impacto. Com 3 cliques é gerado um link único para ser compartilhado. As doações são opcionais. Apenas espalhar “amor”, como chamamos isso, é também importante. Depois, o usuário pode verificar o quanto foi valioso o seu compartilhamento. Você pode saber quantos amigos, amigos de amigos, por exemplo, participaram, e quanto doaram por causa do seu link”, disse ao Blocknews Chaim Finizola, diretor de desenvolvimento de negócios para América Latina do IntellectEU e de descendência brasileira.

A ideia nasceu de um brainstorm remoto, pós trabalho, numa sexta-feira, que chamaram de E-peritivo. Em menos de duas semanas, a IntellectualEU e seus parceiros, que inclui também a AWS, colocaram o produto para funcionar.

O #SpreadLoveNotCorona foi lançado na quinta-feira passada. Até agora (dia 13, 7h17 horário de Brasília), as doações somaram 2.594,98 euros (cerca de R$ 14 mil). Boa parte foram doações feitas no Brasil no primeiro dia, de cerca de R$ 10 mil.

“Dado o curto espaço de tempo, decidimos trabalhar com a Pledgeling, que processa as doações e manda os recursos para a OMS”, explicou Finizola. A Pledgeling é especializada em criar e operar programas de doações lançados por empresas e ONGs.

A empresa, por sua vez, fez parceria com a Stripe, de soluções de pagamentos digitais. As doações são armazenadas na plataforma Corda da R3, o que torna possível validar o que foi pago.

Escritório em SP

A escolha pelo fundo da ONU se deve ao impacto que ele pode ter, trabalhando do monitoramento da escalada da pandemia ao tratamento e pesquisa, afirma Finizola.

A IntellectEU já tinha participado de outros dois projetos do tipo “blockchain for good” e agora avalia como usar a ideia do #SpreadLovenotCorona em outras campanhas.

A empresa tem escritórios em seis países e está conversando com parceiros para abrir escritório em São Paulo ainda neste ano.

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