Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Blockchain é usada no combate à violência contra as mulheres

A tecnologia blockchain pode ajudar no combate à violência contra as mulheres e no período pós-trauma de um ataque.

Uma das iniciativas nesse sentido é do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a fundação everis e do ecossistema LaCChain, que lançaram um desafio para encontrar projetos a serem apoiados. E na Índia, o aplicativo Smashboard torna menos traumática a denúncia de casos.

O desafio Blockchangel (Blockchain – Challenge – Angel) é aberto a pessoas, empresas e instituições da América Latina e Caribe e os projetos devem ser aplicáveis em toda a região.

O número de mulheres assassinadas por feminicídio na região nos últimos dois anos chegou a 8 mil, o dobro do que se vê em outras partes do mundo.

Punição e apoio

Esses projetos devem entregar soluções em quatro áreas: prevenção, como registro de comportamentos violentos; atuação, para maior facilidade de registro e autenticação online e legal; controle, para ajudar a identificar vítimas e o que pode ser feito para protegê-las; e restauração, de assistência às vítimas.

Os projetos escolhidos terão apoio econômico,  empresarial e tecnológico. As inscrições podem ser feitas até o próximo dia de junho pelo site da LaCChain.

O Smashboard usa blockchain para que as vítimas façam denúncias online, de forma privada e criptografada. Muitas vezes, diz a criadora do aplicativo, a jornalista Noopur Tiwari, muitas vezes, denunciar é arriscado para as mulheres. O aplicativo dá também apoio mental e legal para as mulheres.  

O anonimato permitido pela blockchain ajuda as mulheres a terem as primeiras conversas pós-ataque, o que pode ajudá-las a procurar um advogado, jornalista ou terapeuta, diz Noopur.

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