Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Dados vão melhorar com smart contracts, mas quantidade cairá, diz Gartner

Empresas que utilizam contratos inteligentes (smart contracts), que estão inseridos em plataformas blockchain, vão aumentar em 50% a qualidade de dados até 2030. Ao mesmo tempo, a quantidade de informações disponível vai cair 30%, segundo estudo do Gartner.

Com dados de maior qualidade, as empresas terão um ambiente mais seguro para a tomada de decisões. Os smart contracts podem conter dados como os contratos do mundo real, mas são codificados de forma que não é possível a mudança das informações. São, portanto, imutáveis e irrevogáveis. Além disso, podem conter o que acontecerá numa data específica, como fechamento de uma operação ou execução de dívida, e isso acontece automaticamente no momento previsto.

Mas, os mesmos motivos que tornam os contratos inteligentes atraentes, podem afetar de forma negativa seu uso. Regras de governança das redes de blockchain ou os termos e condições dos contratos poderão levar a uma redução dos dados que os participantes da rede se sintam seguros de incluir nos acordos.

Para Lydia Clougherty Jones, pesquisadora sênior do Gartner, os responsáveis por dados e análises nas empresas deveriam focar em contratos inteligentes imediatamente, por conta da troca de dados quase totalmente confiável e pela possibilidade de se eliminar intermediários como bancos e escritórios de advocacia. Em geral, esses intermediários funcionam como garantidores do que foi acordado entre as partes. Com contratos imutáveis e mais seguros, isso não é mais necessário.

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