Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Stable coins: valem a pena?

As stable coins, criptomoedas lastreadas em um ativo como dólar e commodity e lançadas por empresas e instituições, estão se proliferando pelo mundo. A Libra do Facebook é isso. E qual é o charme delas? Fora os atrativos mais citados, como permitir transações globais rápidas e a custos baixos, o maior de todos é o estilo redes sociais, que fazem as transferências serem tão fáceis quanto usar essas mídias, afirmam Tobias Adrian e Tommaso Mancini-Griffoli, do FMI, no artigo “Digital Currencies: The Rise of Stablecoins” (http://bit.ly/2ld6ekP). As stable coins “são fundamentalmente uma experiência social ligando pessoas”, afirmam. Em tempos de Face, Insta, LinkedIn e outras tantas redes, se sentir conectado com outros parece bem atraente. De qualquer forma, curioso o FMI descrever assim um pagamento digital. Sinal dos tempos.

Mas como tudo na vida, as stable coins, que usam blockchain, também têm suas pegadinhas. Já se falou bastante no risco de uso ilícito, de o emissor não ter liquidez e capital para evitar calotes e de as gigantes de tecnologia monopolizarem a monetização dos dados de seus usuários ao lançar stable coins – tipo o Facebook com a Libra. E tem outro bem interessante citado no artigo, que é a redução dos ganhos com senhoriagem pelos bancos centrais. Esses são os rendimentos que os bancos centrais têm quando vendem notas aos bancos comerciais.

Por isso, os formuladores de políticas precisam ficar atentos para maximizar benefícios e reduzir riscos das stable coins, dizem Adrian e Mancini-Griffoli. Melhor do que brigar contra, é adequar o mundo para o que já se desenha como uma realidade.

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