Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Países testarão moedas de bancos centrais em pagamentos internacionais

Moedas de bancos centrais podem reduzir custos de transações, esperam países.

O Banco de Compensações Internacionais (BIS), os bancos centrais da Austrália, Malásia, África do Sul e Singapura vão testes moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) para transações internacionais entre as instituições financeiras, ou seja, no atacado. O chamado projeto Dubar vai desenvolver um protótipo de plataformas compartilhadas usando diferentes CBDCs. Os resultados dos testes devem sair no início de 2022.

Um dos maiores benefícios dessas moedas poderá ser dar eficiência – menores custos e prazos – para a operações transfronteiriças. De acordo como BID, as plataformas permitirão às instituições financeiras fazerem transações diretamente entre elas em CBDCs. Portanto, vão eliminar intermediários. Os países farão uma demonstração da plataforma no Fintech Festival de Singapura no próximo mês de novembro.

O proprio Banco Central do Brasil (BC) já afirmou que o real digital teria como benefício melhorar as operações transfronteiriças. Reclamações vêm de todos os lados sobre os custos e tempo exigido hoje por essas transações.

Para construir o protótipo, o grupo vai trabalhar com diferentes tipos de plataformas de registro distribuído. Além disso, vão testes diferentes formas de governança e desenhos operacionais que permitam o compartilhamento das infraestruturas. O grupo vai chamar especialistas dos setores público e privado para participarem do projeto.

Moedas de bancos centrais podem substituir sistema atual de pagamentos

Andrew McCormack, do centro de inovação do BIS em Singapura.

“Essa plataforma poderá passar por cima dos arranjos atuais de pagamentos e ser a base de uma plataforma de compesaç~eos intenraiconais mais eficientes”, afirmou o vice-presidente do BC da Malásia, Fraziali Ismail, Bank Negara Malaysia.

“Melhorar os pagamentos internacionais se tornou uma prioridade para a comunidade regulatória internacional”, afirmou Michele Bullock, vice-presidente do banco central da Austrália.

O projeto “abrirá novos caminhos no próximo estágio dos experimentos com CBDC e estabelecer as bases para a conectividades dos pagamentos globais”, afirmou Andrew McCormack, líder do centro de inovação do BIS em Singapura. É esse centro que participa do projeto pelo BIS.

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