Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Madri controlará poluição do ar com tecnologia blockchain da Alastria

Madri começará a utilizar um sistema de controle de poluição com uma solução que inclui o uso de blockchain. O sistema será implantado pela espanhola Hopu Smart Cities, que já implantou o sistema em 25 cidades do país, da Alemanha e da Bélgica.

A solução monitora o ar e fornece dados que permitem a adoção de políticas públicas para reduzir a contaminação. Com blockchain, será possível rastrear e garantir a veracidade dos dados. Isso permite, por preso, ter exemplo, que a cidade tenha acesso a fundos europeus de meio ambiente. A rede usada é a da Alastria. A informação é do Blockchain Economía, site de notícias parceiro do Blocknews, e que dá mais detalhes da solução.

O uso de blockchain em projetos de cidades inteligentes (smart cities) é o tema do painel desta terça-feira (30), do 1º Simpósio – O Potencial da Blockchain no Setor Energético, realizado pelo Blocknews e pela consultoria Mentors Energy.

Paraná começa a implantar com IBM sistema para controle de licitações

A Celepar, empresa de tecnologia do governo do Paraná, começa a implantar, em julho, uma plataforma de fiscalização de processos de licitação do estado. O objetivo é diminuir em 97% as irregularidades nos processos, segundo o controlador-geral do Estado, Raul Siqueira.

Chamado de Harpia, o projeto está sendo feito com a IBM, segundo anúncio da Controladoria-Geral do Estado (CGE). A previsão é de que esteja todo implantado em um ano.

A plataforma permite o monitoramento em tempo real das licitações e compras. Um sistema de QR Code mostrará o custo, quem forneceu, quem comprou e responde pela compra e a data da aqusição. Essas informação serão compartilhadas com agentes de controle externo, incluindo o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) e o Ministério Público do Paraná (MP-PR).

O valor do projeto é de R$ 25 milhões, bancados com recursos do Fundo Estadual de Combate à Corrupção, cujos recursos vêm de acordos de leniência e multas em processo de corrupção. O projeto está sendo desenvolvido há cerca de um ano.

A Celepar vai dominar a tecnologia e poderá fazer sua atualização e ampliação, disse o diretor de Hybrid Cloud Integration da IBM, Guilherme Novaes Procópio de Araújo.

Ministério da Ciência e Tecnologia discutirá benefícios de blockchain

A Escola Superior de Redes (ESR) vai realizar um webinar sobre os benefícios do uso de blockchain em serviços digitais do governo.

A escola é um braço da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), órgão do governo responsável pela capacitação e disseminação de conhecimento em tecnologias da informação e comunicação (TIC). E por isso, ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

O evento será no dia 23 e aberto ao público. O objetivo é discutir o que só blockchain pode oferecer.

A especialista internacional na tecnologia, Tatiana Revoredo, será a palestrante, e Fabíola Greve, professora da Universidade Federal da Bahia, será a debatedora.

Os pontos de discussão no webinar “Vantagens e desafios do uso de blockchain nos serviços digitais prestados pelos governos” incluem os tipos de plataformas, de algoritmos de consenso e regulação.

Para Federal Reserve, CBDC beneficia cliente na crise, mas afeta concorrência

O Federal Reserve Bank da Philadelphia avalia que moedas digitais de bancos centrais, as CBDCs, têm o benefício de dar a possibilidade aos consumidores de terem conta bancária diretamento no banco central.

Isso abriria uma competição com os bancos privados, com exceção de projetos de longo prazo, porque essa não é a especialidade dessas institições.

E em períodos de pânico financeiro, por ser mais estável do que bancos comerciais, os centrais podem evitar uma corrida para saques.

O outro lado da moeda é que por ser monopólio, quanto mais o banco central for o banco dos consumidores, mais vai afetar o amadurecimento do mercado.

Estudos em alta

Essas são conclusões do relatório “Central Bank Digital Currency: Central Banking for All?”, do Federal Reserve d Philadelphia.

Este é mais uma das instituições monetárias do mundo que estudam o assunto. De acordo com o economista Gustavo Cunha, especialista no assunto, o número de estudos sobre o tema cresceram de forma siginificativa neste ano.

Há relatórios de economias como a União Europeia, França, Reino Unido, Estados Unidos, China e Suécia, para ficar em alguns exemplos, e do banco central dos bancos centrais, o BIS.

Os motivos para isso incluem o anúncio de lançamento da Libra por um grupo liderado pelo Facebook e a decisão da China de ter uma CBDC. A moeda chinesa poderá ser a primeira das economias de peso no mundo.

Com isso, os bancos centrais tentam entender, primeiro, do que se trata uma CBDC e seus impactos. A partir daí vão avaliar se, como e quando emitirão uma.

Governo e Justiça vão lançar sistema de penhora que poderá incluir criptomoedas

O Banco Central (Bacen), a Fazenda Nacional e a Justiça vão colocar no ar, em setembro, um novo sistema de penhora online, o Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud). A previsão é de que no futuro possam ser incluídos os bloqueios de criptomoedas, segundo reportagem do Valor.

O objetivo das instituições, segundo a reportagem, é uma atualização constante do sistema para impedir vazamento de recursos que poderiam ser bloqueados.

Esse sistema substitui o Bacen Jud e permite maior rapidez nos processos, ao digitalizar mais atividades de que o sistema atual e integrar participantes dos casos em análise.

 O próprio Bacen Jud evoluiu com o tempo. Tudo era feito no papel, enquanto hoje apenas uma parte é assim. Também aumentou o número de instituições onde podem ser buscados recursos.

Amazon faz acordo com governo para incluir dados públicos no Alexa

A Secretaria de Governo Digital do Ministério da Economia anunciou, hoje (18), um acordo para que o dispositivo de voz da Amazon, o Alexa, tire dúvidas sobre carteiras digitais de trabalho e de trânsito, prevenção ao coronavírus e o auxílio emergencial distribuído em razão da pandemia.

O Alexa, lançado no Brasil em 2019, usa inteligência artificial e é vendido no site da Amazon por valores que variam de R$ 250 a R$ 900. As respostas que dará são baseadas no site Gov.Br, que traz informações sobre os serviços do governo federal. O acordo é de um ano, mas poderá ser prorrogado e segundo o governo, não vai gerar custos.

O governo diz que estão digitalizados 56% dos 3,5 mil serviços do Gov.Br. A meta é chegar a 100% em 2022.

Grupo de inovação da ONU lança guia prático para uso de blockchain

A UN Innovation Network (UNIN), uma comunidade de profissionais ligados a inovação na Organização das Nações Unidas (ONU) lançou um guia para o uso de blockchain na instituição. A ideia é ajudar as agências do sistema ONU a definir se, e em que casos, podem usar a tecnologia.

É um guia básico e bem prático em certos aspectos que pode ser usado por outras instituições como forma inicial de entender e avaliar o uso de blockchain. Explica o que é a tecnologia, seus diferenciais, tipos e possíveis usos.

O guia pode ser acessado em https://bit.ly/3dZwkNI

BCE inclui impactos do Covid-19 no uso do dinheiro em estudo sobre euro digital

Os impactos da pandemia do Covid-19 na rotina dos cidadãos, inclusive na questão do uso do dinheiro e dos sistemas de pagamentos, estão sendo considerados pelo Banco Central Europeu (BCE) em sua análise sobre um euro digital.

Em artigo publicado hoje no site do banco, Fabio Panetta, membro do conselho executivo do banco, afirma que a força-tarefa do banco que estuda a moeda digital considera os pros e contras e afirma que poderia ser usada por intermediários ou por cidadão através de aparelhos eletrônicos como smartphones e tablets para necessidades diárias, disse o autor Fábio Panetta.

“No entanto, nossa análise de oportunidades e desafios de moedas digitais de bancos centrais, que vão considerar a experiência da crise do Covid-19, não devem desencorajar ou criar um acúmulo de iniciativas com o objetivo de lançar meios privados de pagamento eletrônico com características similares em termos de uso”, disse Panetta.

China lança versão comercial e internacional de sua rede BSN

A China lançou, no último sábado (25), a versão comercial e internacional da Rede de Serviços baseada em Blockchain (BSN, na sigla em inglês), depois de seis meses de teste beta.

A BSN é uma rede de infraestrutura pública. O lançador do projeto foi o State Information Center (SIC), centro de estudos e de formulação de políticas do governo chinês, que teve a colaboração de empresas como a China Mobile, maior telecom estatal do país, a China UnionPay, rede de cartões de pagamento, e trader de criptomoedas Huobi China.  

Segundo Shan Zhiguang, presidente da BSN Development Alliance, 76 nós de cidades chinesas se conectaram à rede e há 44 em construção, o que cobre praticamente todas as cidades maiores do país. Também foram implantados 8 nós fora da China na Ásia, Europa, Américas do Norte e Sul, África e Oceania. A expectativa é que os nós cheguem a 200 até o final deste ano.

Mais de 2 mil desenvolvedores individuais e corporativos experimentaram o BSN, segundo o site Huoxing24.com.

Governo federal abre licitação para comprar rede blockchain

O governo abriu licitação para contratar fornecedor de solução para criação e governança de rede compartilhada em tecnologia blockchain.

A rede deve possibilitar “o desenvolvimento de ecossistemas que tragam controle, transparência, confiabilidade e auditabilidade de processos e envolvam demais órgãos da administração pública, conforme condições, quantidades e exigências do edital”.

Segundo publicação hoje, no Diário Oficial da União (DOU), a abertura dos envelopes será daqui a duas semanas, em 8 de maio. As propostas devem ser entregues no site www.comprasnet.gov.br.