Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Nubank e Febraban estarão em webinar do Banco Central sobre real digital

Real digital: BC quer usar ferramentas como contratos inteligentes para haver flexibilidade.

O Banco Central (BC) fará nesta terça-feira (19) o webinar online e aberto “Emissão e Movimento”, o quinto da série sobre o “O Real Digital”. As discussões serão sobre estratégias de criação, distribuição, custódia e destruição da moeda digital do BC (CBDC).

Nesse webinar vai participar Bruno Magrani, diretor de Relações Institucionais do Nubank. Essa é a maior fintech do Brasil e uma das maiores fintechs do mundo. E que, além disso, está prestes a fazer sua oferta inicial de ações (IPO) nos Estados Unidos (EUA).

Também participará do webinar sobre o real digital Leandro Vilain, diretor de Inovação, Produtos e Serviços da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A instituição já montou um grupo para discutir o real digital.

Além disso, estará Márcio Garcia, professor titular do Departamento de Economia da PUC-RJ. Rogério Lucca, chefe do Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos, vai moderar o evento. O BC vai transmitir o webinar pelo seu Canal no YouTube, das 11h às 12h.

Já nesta segunda-feira (18), o diretor de fiscalização do BC, Paulo Souza, afirmou também que como o real digital não terá remuneração, “acho muito pouco provável que tenha impacto maior em termos de intermediação financeira. Acho que a principal decisão (a ser tomada) era essa”.

Real digital poderá ser em blockchain

Uma vez que não haverá remuneração sobre o real digital, essa versão da moeda não concorrerá com outros produtos de captação para intermediação financeira, completou o diretor. A declaração aconteceu durante a divulgação do relatório semestral de estabilidade financeira no Brasil.

A instituição fará sete webinars sobre o real digital até novembro sobre temas diversos, como finanças descentralizadas, inclusão e segurança. Para isso, traz especialistas e empresas tanto do Brasil, quanto do exterior e discute possibilidades e potenciais riscos. Assim, discute o possível desenho da versão digital do moeda brasileira.

Nesses webinars o BC já indicou que poderá adotar blockchain para o real digital, uma vez que trabalha com a possibilidade de adotar finanças descentralizadas (DeFi).

Uma das principais características do real digital poderá ser a possibilidade de se fazer transações offline. Portanto, isso significa permitir o que o papel-moeda permite hoje, ao não depender de internet. Assim, permitirá que todos os brasileiros consigam usá-la, ou seja, garantirá a inclusão financeira nessas operações.

Essa visão sobre o papel de inclusão das operações offline no real digital foi comum entre os participantes do terceiro webinar sobre a moeda digital que o Banco Central (BC) realizou em setembro.

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