Nova carteira de identidade estará em blockchain

O governo está começando a fazer a transição do uso de API (sigla em inglês para Interface de Programação de Aplicação) para blockchain no projeto da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). Com isso, passará a usar o b-Cadastro, serviço que permite incluir e consultar informações como CPF e CNPJ e é da Receita Federal e do Serpro. A informação foi dada pelo secretário de Governo Digital do Ministério da Gestão, Rogério Mascarenhas, em entrevista à CDTV, do portal Convergência Digital.

Até agora, 12 estados aderiram ao projeto das CINs e estão fazendo a transição para o b-Cadastro. Os outros 14 estados e o Distrito Federal também vão entrar nesse processo, porque têm até o dia 6 de novembro para implantar a emissão das novas carteiras de identidade.

De acordo com Mascarenhas, ao trocar API por blockchain, o governo consegue uma redução de custo e maior eficiência. Isso porque o b-Cadastro permite, por exemplo, a troca e atualização mais rápida de dados do cidadão para verificação pelas instituições conectadas à rede. A questão da segurança, segundo ele, é apenas a ponta do iceberg. Há décadas o país tenta

Mascarenhas afirmou à Convergência Digital que o govenro quer entregar a cada cidadão um token conectado à plataforma Gov.br, que é o mecanismo de autenticação e assinatura. Com isso, ambos podem “conversar” diretamente. O objetivo é que quem tiver a nova CIN já estará na categoria ouro de usuário do Gov.br. A plataforma tem as categorias bronze, prata e ouro, que são níveis de autenticação de segurança da informação e de acesso.

O documento inclui um QR Code com as informações de identificação. No futuro, o secretário diz que provavelmente haverá a substituição do documento físico pelo digital, “o que é natural”. Mas, no momento isso é inviável por conta de questões omo acesso à internet em áreas remotas.

Até agora, houve a emissão de 1 milhão CINs. Há décadas o Brasil busca tornar mais confiável a identificação no país, o que é um desafio quando se tem diferentes emissores e que não se conversam. E há até carteiras específicas como as da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Na nova carteira, a identificação é pelo CPF, que funcionará como login único.

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