Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

EUA aceleram estudo sobre impacto da moeda digital da China no dólar

Moeda digital da China gera receios no governo de Joe Biden. Foto: Macau Photo Agency, Unsplash.

O governo do presidente Joe Biden está acelerando os estudos sobre a moeda digital de banco central (CBDC) da China. Em Washington, há receios de que o iuan digital substitua o dólar como a principal moeda de reserva, de acordo com uma reportagem da Bloomberg.

Hoje, o iuan responde por apenas 2% das reservas de moedas estrangeiras. No ano passado, um estudo Morgan Stanley indicou que o percentual poderia saltar para 5% a 10% até 2030. Com isso, ultrapassaria o iene e a libra esterlina e ficar atrás apenas do dólar e do euro.

Com os estudos, os Estados Unidos (EUA) buscam entender como será a distribuição do iuan digital e se a moeda conseguirá ultrapassar as barreiras de sanções norte-americanas.

Como o dólar domina as transações de comércio e financiamentos internacionais, os EUA têm poder de press~~ao sobre as operações, ao cortar o acesso ao dólar. Assim, Washington está mais de olho nos impactos de médio e longo prazos e, portanto, tenta se prevenir.

A Bloomber conversou com fontes do Tesouro, do Departamento de Estado (Relações Exteriores), Pentágono e com o Conselho de Segurança Nacional. Porém, as fontes não quiseram ser identificadas na reportagem.

Moeda digital da China já em teste

A China já está fazendo testes com a moeda digital envolvendo comércio, bancos e usuários. Com isso, é o teste em estágio mais avançado de uma CBDC entre grandes economias. Um teste de maior amplitude deverá acontecer em fevereiro, durante as Olimpíadas de Inverno.

Em fevereiro, a China anunciou uma joint-venture com a Swift, que faz mensageria de transferências internacionais de recursos. Esse é o sistema que os bancos tradicionalmente usam. O acordo é com o instituto chinês que estuda a CBDC do país com uma câmara de compensação.

Do lado da China, isso pode indicar que o país vai testar usar a Swift para sua CBDC. Do lado da empresa, é um passo para não ficar atrás em criptoativos. As criptomoedas e a Ripple, sua concorrente, abriram uma concorrência com a empresa. is exploring global use of its planned digital yuan.

Também em fevereiro, o Instituto de de Moeda Digital do banco central chinês aderiu ao m-CBDC. Essa rede de pagamentos é uma iniciativa encubada pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS) desde 2019.

A ideia é incentivar os pagamentos com CBDC. Além do BIS, o m-CBDC tem o apoio da Autoridade Monetária de Hong Kong Monetary e do Banco da Tailândia.

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