Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Grupos de países mais ricos criam princípios para CBDCs e criticam stablecoins

G-7 diz que stablecoins devem seguir regras de outras moedas dos países. Fonte: John McArthur, Unsplash.

Com o avanço dos estudos sobre moedas digitais de bancos centrais (CBDCs), O G-7, grupo das maiores economias do mundo, divulgou nesta quarta-feira (13) os 13 princípios que devem nortear esses projetos, inclusive fora do grupo. Além disso, criticou moedas estáveis (stablecoins) globais – o que é uma referência a projetos como o da Diem, do Facebook.

De acordo com o grupo, nennuma stablecoin global deve começar a opera sem preencher requisitos legais, regulatórios, de desenho e padrões. “Uma stablecoin usada largamente como uma reserva de valor ou meio de pagamento colocaria riscos significativos para a estabilidade financeira sem uma regulação apropriada”, diz o comunicado do grupo. Assim, deverá seguir os mesmos pré-requisitos de qualquer moeda ou formas de pagamentos.

Em relação aos princípios para CBDCs, entre eles estão transparência, respeito às leis e forte governança econômica. Faz parte ainda da lista a inclusão que as moedas digitais, como o real digital em estudo pelo Banco Central do Brasil (BC). devem garantir. Assim como interoperabilidade entre os sistemas para transações internacionais.

Além disso, não podem prejudicar a capacidade dos bancos centrais de exercerem seus mandatos de estabilidade monetária e financeira. Um outro ponto é garantir a privacidade, proteção de uso de dados e contra ataques cibernéticos.

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