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GoLedger vence licitação da Eletrobrás para blockchain no Selo Procel

Blockchain vai facilitar processo do Selo Procel. Foto: Charlotte Venema, Unsplash.

A GoLedger, empresa especializada em soluções blockchain Hyperledger, venceu a concorrência da Eletrobrás para fornecer uma plataforma de orquestração e de solução para desenvolvimento de uma rede permissionada para o Selo Procel. O contrato será no valor de R$ 2,29 milhões. O pregão aconteceu ontem (23) e hoje a confirmação do resultado foi hoje.

Os objetivos da Eletrobrás com o uso de blockchain incluem maior facilidade do gerenciamento de dados, redução de custos, aceleração do processo de concessão do selo e maior transparência e auditabilidade. Um dos desafios que se tem hoje é a coleta, a troca de dados e o gerenciamento deles, visto que há diversas partes participando de cada processo. Assim, blockchain está desde a análise à concessão do selo, que mostra o consumo energético de equipamentos e eletrodomésticos.

Mas, esse seria o primeiro passo de uso de blockchain no Selo Procel. Isso porque uma vez que o selo se adaptar à rede, novas funcionalidades poderão surgir, disse a Eletrobras no edital da licitação, que abriu há um mês. Isso incluiria, por exemplo, certificação de novos equipamentos e categorias, avaliação de equipamentos e acompanhamento do ciclo de vida e checagem de dados.

Um dos exemplos, diz a empresa, é o uso de IoT “como sensores integrados ao sistema para aferições de equipamentos”. Assim como conscientização do usuário com interfaces de resposta pelo lado da demanda”.

O Procel – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) existe desde 1985 e o selo, desde 1993. De acordo com o programa, em 2020, contribuiu para a economia de 22,02 bilhões de kWh de energia elétrica. Isso também significou ajudar a evitar a emissão de 1,36 milhão de toneladas de CO2 equivalentes na atmosfera. Portanto, o equivalente às emissões de 467 mil veículos num ano.

“Blockchain no Selo Procel tem benefício de rede não ter dono”

Para a Eletrobrás, a blockchain permissionada é a tecnologia que melhor atende às necessidades da concessão do selo, segundo o edital. Por ser distribuída, é altamente tolerante a falhas e não há um “dono” do sistema. E outros participantes deverão entrar na rede, inclusive o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel).

Outra vantagem desse tipo de rede, segundo a Eletrobrás, é que só organizações que têm autorização podem fazer operações nela. Dessa forma, a barreira de entrada é baixa e há escalabilidade. Além disso, blockchain evita registro de informações conflitantes.

“Para nós, esse contrato é de extrema importância. Estamos conquistando confiança no mercado com grandes clientes e mostrando que somos multisetoriais. Estamos em êxtase”, disse ao Blocknews o COO da GoLedger, Otávio Soares. Além disso, a licitação da Eletrobras mostra que “blockchain não é algo extremamente caro”, completou Soares e que é, portanto, viável.

Nos últimos meses, a startup, que está em operação há quatro anos, venceu outras concorrências. Recentemente, a GoLedger fechou com o Banco do Brasil para dar suporte ao laboratório do banco com foco em blockchain, o Lentes BB. A lista inclui ainda, por exemplo, ganhar, em dezembro passado, o Programa Petrobras Conexões para Inovação. Em agosto de 2021, recebeu o prêmio de Startup Destaque do InovAtiva Brasil, maior programa de aceleração da América Latina. 

Sua solução GoFabric, de orquestração de redes em blockchain Hyperledger, se qualificou como Produto Estratégico de Defesa (PED). O Ministério da Defesa também qualificou a GoLedger como Empresa Estratégica de Defesa (EED). A empresa também tem projetos na Polícia Militar de São Paulo, na Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar). Além disso, no setor privado, a GoLedger está envolvida em diferentes projetos, incluindo de rastreamento de produtos.

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