Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

FMI diz que moedas digitais de BCs exigirão muita capacidade técnica e recursos

A decisão de emitir uma moeda digital de banco central (CBDC na sigla em inglês) vai forçar a capacidade técnica e de recursos mesmo dos mais bem equipados bancos centrais (BCs) do mundo, num ambiente onde a tecnologia e os riscos evoluem rapidamente. É o que diz o Fundo Monetário Internacional (FMI) no relatório “A Survey of Research on Retail Central Bank Digital Currency”, sobre os movimentos feitos pelos países para entenderem e definirem se e como adotarão essas moedas com foco no varejo.

Não há um único modelo adequado para todos os países quando se fala dos estudos e processos decisórios dos bancos centrais sobre moedas digitais emitidas pelos BCs ou emitidas por terceiros e garantidas por essas instituições. Isso porque os bancos estão em diferentes estágios em suas avaliações ou estão fazendo estudos por ângulos distintos.

O Brasil é citado como um dos países em que o Banco Central já estudou ou estuda a emissão de uma CBDC. Em estágio mais avançado nesse processo estão China, Bahamas e Caribe Oriental, que lançaram a fase piloto, África do Sul, Suécia, que começou a fase de prova de conceito, e a Ucrânia e o Uruguai, que completaram os pilotos.

CBDC para quê

De acordo com o FMI, os bancos centrais têm explorado objetivos distintos quando avaliam a emissão de CBDC, sendo os dois principais melhorar a inclusão financeira e manter a relevância do banco central.

Outros incluem redução de custos na emissão de dinheiro físico, aumento da eficiência do sistema de pagamento, melhoria na formulação de política monetária, fortalecimento da integridade do sistema financeiro e até tornar o sistema de pagamentos mais resilientes contra choques como o Covid-19.

Os países que pensam em ir além do estágio de piloto desses projetos avaliam se devem fazer mudanças regulatórios e legislativas para emissão das moedas – como questões técnicas, de transparência e prestação de contas – e para cobrir os atores que vão surgir nesse processo.

O estudo completo está em https://bit.ly/2YP5G5C

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