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Países do G20, o que inclui Brasil, precisam coordenar estudos sobre CBDC, diz BIS

Real digital: BC quer usar ferramentas como contratos inteligentes para haver flexibilidade.

Muitos bancos centrais estão estudando o lançamento de suas moedas digitais, as CBDCs, mas com forte foco nas necessidades domésticas. Porém, visto que o impacto dessas moedas será internacional, o ideal é haver uma coordenação dos trabalhos para se atingir um patamar comum. Por isso, os países do G20, do qual o Brasil faz parte, precisam coordenar seus trabalhos. Isso inclui os estudos do real digital.

A conclusão é de um estudo do Banco de Compensações Internacionais (BIS), o banco central dos bancos centrais, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (Bird).

De acordo com um relatório do banco, se a coordenação dos trabalhos tiver sucesso, isso poderá melhorar os pagamentos internacionais. O BIS tenta, portanto, jogar uma luz para solução desses pagamentos, que são hoje caros, demorados e deixam a desejar na qualidade do serviço.

Em “Central bank digital currencies for cross-border payments”, relatório do BIS para o G20, a integração deve passar, por exemplo, por compatibilidades básicas de padrões comuns à implantação de infraestruturas internacionais. É preciso haver interoperabilidade entre as CBDCs, diz o banco. No Brasil, o real digital está em estudos.

Dia 29 haverá webinar sobre real digital

A questão da interoperabilidade é um dos pontos que ainda precisam ser melhor estudos, segundo o relatório. Além de questões como acesso e controle do dinheiro do banco central, distinção entre CBDCs para atacado e varejo e o papel do setor privado nessa empreitada.

As CBDCs incluem não apenas assuntos tecnológicos. Regulações, sistemas de supervisão são outras questões em jogo. Fora, claro, a estabilidade do sistema financeiro.

O BC brasileiro afirmou que está em conversas com seus pares no exterior e com o BIS em seus estudos sobre o real digital. A partir de 29 de julho, o banco começa uma série de webinars para discutir a questão com o público brasileiro. Serão sete webinars sobre temas como emissão, privacidade e infraestrutura.

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