Caixa e BB fazem transferência de reservas com Drex

Imagem: Lucas Miranda, Pixabay.

A Caixa e o Banco do Brasil anunciaram nesta terça-feira (5) que realizaram o primeiro teste do Drex entre as duas instituições financeiras. O teste aconteceu nos dias 30 e 31 de agosto e envolveu transferências de reservas bancárias dos bancos. Isso aconteceu no ambiente piloto do BC. Os valores saíram do BB e foram para a Caixa e depois voltara ao Banco do Brasil.

A Caixa está no piloto num consórcio que inclui ainda a Elo e a Microsoft. O Banco do Brasil não anunciou se tem e quem são seus parceiros.

Para a presidenta da Caixa, Maria Rita Serrano, lembrou que a transferência usando Drex é a primeira bancos públicos. “Estamos entusiasmados com os resultados positivos até agora e ansiosos para explorar ainda mais o potencial das moedas digitais e das transações ágeis”, afirma.

Para a presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, o Drex permitirá “melhorar serviços bancários com a adoção da tecnologia blockchain e a tokenização. O teste realizado entre os dois bancos é mais um passo importante do projeto e demonstra nossa capacidade de incorporar novas tecnologias e inovações aos nossos modelos de negócio”, diz.

Na semana passada, Itaú e BTG anunciaram que fizeram a primeira transferência interbancária na rede do projeto.

Segundo o BC, o piloto do real digital vai sofrer um atraso por conta da mobilização dos servidores da instituição ed a necessidade de revisão de largura de banda de alguns desses participantes. O prazo estimado do final dos testes passou de fevereiro para maio de 2024. O outro motivo é que será preciso uma evolução das soluções de privacidade que existem no mercado.

De acordo com a Caixa, um exemplo prático de melhores serviços financeiros com uso de blockchain e tokens é a previsão de que o financiamento de um imóvel, por exemplo, poderá ser realizado em questão de horas. Isso acontecerá uma vez que, tanto o dinheiro quanto o imóvel, serão tokenizados. Todos os participantes obrigatórios desse processo estarão conectados em uma única rede.

“Esse é um caso de uso que tem potencial para trazer comodidade aos clientes, melhorar a eficiência da operação, reduzir custos e ampliar o mercado. Outro setor que deverá se beneficiar muito com a tokenização é o de investimentos, já que haverá possibilidade de se tokenizar títulos públicos ou privados, encarteirados ou não, distribuindo-os de forma fracionada para pequenos investidores”, diz o banco em comunicado.

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