Bukele é reeleito em El Salvador, onde uso de bitcoin ainda é baixo

El Salvador aprovou lei de criptoativos em 2023.

 A apuração de cerca de 70% das urnas na noite desta segunda-feira (5) indicavam que o presidente de El Salvador, Nayib Bukele (do populista Nuevas Ideas), reconquistou o cargo com 83% dos votos, ou seja, 1,6 milhão deles. Com isso, o presidente que estabeleceu bitcoin como moeda local, junto com o dólar, deverá ficar no cargo até 2019.

Os votos que conseguiu na eleição de domingo, em boa parte pelo combate à violência, foram praticamente oito vezes mais do que a conquista de seus opositores da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMNL), de esquerda e no qual Bukele se lançou na política, e da Aliança Renovadora Nacional (Arena), de direita. No Congresso, no qual passam as leis sobre ativos digitais, a indicação é de poderá contar com o apoio de 58 dos 60 eleitos.

Bukele conseguiu a reeleição após questionar a negativa desse princípio na Constituição. Ao longo de seu mandato, em 2020, também chegou a autorizar a invasão do Congresso democraticamente eleito. Em 2021, autorizou a remoção de juízes da Suprema Corte. Em 2022, estabeleceu o estado de exceção. Isso levou, por exemplo, à presença das forças armadas nas ruas.

No ecossistema de criptomoedas, muitos admiram Bukele pelo apoio ao uso de bitcoin como moeda legal, em 2021, e criação de locais específicos para desenvolvimento de projetos nessa área. O uso da criptomoeda no dia a dia é baixo, indicam estudos. Um dos obstáculos é a falta de conhecimento sobre o assunto e os clássicos problemas de facilidade na abertura, acesso e uso de contas de criptos.

Nas remessas internacionais, a fatia é muito pequena e caiu em 2023. Dos US$ 8,1 bilhões recebidos em 2023 pelas famílias do país, o que é cerca de 25% do PIB, apenas 1%, ou US$ 82,93 milhões foram em bitcoin. É uma queda de 34,5% em relação em 2022. Em 2023, o preço do bitcoin subiu mais de 100%.

Até agora, duas empresas se registraram como emissoras de títulos, de acordo com o El Salvador.com. Uma delas foi a eGrains, que fez uma oferta de US$ 100 milhões.

A outra foi a Nexbridge, que é parte do grupo Bitfinex, que apoia El Salvador em seu plano de ser um hub de criptomoedas. E que deverá emitir o Bônus Vulcão, título do país com lastro em bitcoin, previsto para até março deste ano. Segundo um executivo da Nexbridge, o processo para tirar uma licença leva seis meses. A Comissão Nacional de Ativos Digitais, reguladora e supervisora do mercado também permitiu a operação de 16 provedores de ativos digitais em plataformas.

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