Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

BIS e Hong Kong desenvolvem tokens de títulos verdes de governos

Tokens verdes poderão dar maior garantia aos investidores sobre impacto.

O Banco de Compensações Internacionais (BIS) e a Autoridade Monetária de Hong Kong (HKMA) se juntaram num projeto de tokens de títulos verdes. “Para os investidores, há incertezas sobre se o emissor do título entrega o impacto verde que prometeu”. As instituição divulgarão os resultados dos testes e dos protótipos no último trimestre desde ano.

“Nossa visão é a de que uma pessoa baixe um aplicativo no celular e invista qualquer quantia de dinheiro em títulos seguros de um governo que desenvolva um projeto verde, por exemplo, de energia solar. Ao longo da vida do título, será possível ver não apenas os ganhos financeiros, mas também ver, em tempo real, a geração de energia limpa e a redução de emissão de CO2, disse Bénédicte Nolens, chefe do hub de inovação do BIS em Hong Kong.

Portanto, governos poderiam criar títulos que atraiam um segmento de investidores preocupados com sustentabilidade. Além de abrir nova frente de captação de recursos com tokens verdes.

As instituições financeiras, em especial no exterior, buscam formas de confirmar que os investimentos verdes entregarão a seus clientes o que prometem. No Brasil, o Itaú deve lançar uma plataforma com o mesmo objetivo: o de ajudar a dar maior transparência aos investidores sobre projetos verdes. Nesse caso, é uma iniciativa com outros bancos estrangeiros.

Projeto Gênesis que tornar tokens verdes mais acessíveis

O Projeto Gênesis já concluiu a fase de reuniões sobre o design dos tokens verdes e agora começam os trabalhos para desenvolver os protótipos. Participam do projeto a suíça Digital Asset e sua parceira GFT Technologies Hong Kong, que agregarão blockchains privadas. Além disso, o Liberty Consortium, que inclui o Standard Chartered Bank, agregará infraestrutura de blockchains públicas.

Um dos pontos que o projeto busca é ajudar na criação de um mercado secundário, visto que não existe com liquidez e transparência para os investidores de varejo, disse o BIS. Há ainda um outro, que é facilitar o processo de emissão de títulos, porque no mundo convencional isso inclui diversas etapas e participantes.

Um grupo de especialistas em questões ESG (Ambiental, Social e Governança) dos setores públicos, privado e da sociedade civil, incluindo internacional, participa do projeto. O BIS afirmou que finanças verdes são uma de suas prioridades e esse é seu primeiro projeto do tipo.

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