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Banco Central do Chile aprofunda discussões sobre moeda digital

Chile é um dos bancos centrais que estuda ter moeda digital. Foto: Cristian Castillo, Unsplash.

O Banco Central do Chile, em sintonia com o que vem fazendo seus pares pelo mundo, aprofunda as discussões em torno da criação de uma moeda digital, ou CBDC (Central Bank Digital Currency, na sigla em inglês). Em relatório divulgado ontem (11), a autoridade monetária chilena cita o enorme avanço na digitalização de transações e pagamentos, com a incorporação de novas tecnologias, como fatores essenciais para abrir o diálogo em torno da CBDC junto a players dos setores público e privado.

Elaborado pelo Grupo de Trabalho de Pagamentos Digitais do Banco Central, o documento aponta que “a emissão de uma CBDC permitiria potencializar os benefícios associados à transformação digital, ao mesmo tempo em que mitigaria alguns de seus riscos”.

A discussão no Chile se alinha ao que já ocorre em outros Bancos Centrais pelo mundo e pressupõe que uma CBDC poderia contribuir para o desenvolvimento de um sistema de pagamentos mais competitivo, inovador, integrado, inclusivo e resiliente.

No entanto, aponta o relatório, “o desenho de uma CBDC deve ser cuidadosamente analisado, de forma a evitar impactos negativos no funcionamento do sistema financeiro e na transmissão da política monetária, bem como os desafios que ela acarreta em termos tecnológicos e institucionais”.

Próximos passos

A partir de agora, o Banco Central vai começar a trabalhar na capacitação do Banco e avançar no desenvolvimento de projetos específicos para testar diferentes desenhos. Esse processo vai incluir conversas com reguladores, usuários e provedores de serviços no intuito de considerar as implicações que a emissão de uma CBDC pode ter no sistema de pagamentos do país. Todo esse diálogo com os agentes de mercado deve ser publicado em novo relatório no final deste ano.

O relatório do Banco Central chileno usa dados do Atlantic Council para informar que no final de 2021 87 países estudavam emitir algum tipo de CBDC, o que representa crescimento de mais de 100% na comparação com maio de 2020.

Já as razões para explorar as moedas digitais variam, conforme dados do BIS (Banco de Compensações Internacionais) usados no documento. A principal razão apontada em países onde os pagamentos digitais são muito utilizados é criar uma versão digital do dinheiro; nos países com menor penetração de pagamentos digitais a melhora da inclusão financeira é citada como primordial; as outras razões estão ligadas à melhor eficiência e resiliência dos sistemas de pagamentos locais.

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