Mercado de Criptomoedas por TradingView

90% dos bancos centrais estão em projetos de moedas digitais

Um número expressivo de bancos centrais – BCs – poderá lançar sua moeda digital num prazo de um a seis anos e o número de bancos envolvidos nesse tipo de projeto é de 9 em cada 10, um recorde. É o que mostra um novo levantamento do Banco de Compensações Internacionais (BIS, o BC dos BCs). Dos que pensam em emitir uma CBDC de varejo nesse período, 60% acha que farão isso. Dos que pensam em lançar uma versão de atacado, o percentual é de 45%

Além disso, mais da metade está desenvolvendo ou já fazendo experimentos concretos com as chamadas CBDCs. O Brasil foi um dos 81 países que participou do estudo. A previsão do Brasil era iniciar os testes de casos de uso no último trimestre de 2022 e começar a colocar o real digital no mercado em 2024. No entanto, a greve dos funcionários do BC deve atrasar a programação.

Segundo o estudo, um número cada vez maior de bancos centrais está em estágios avançados na exploração de CBDCs. Em comparação a 2020, o percentual de BCs desenvolvendo moedas digitais ou fazendo pilotos quase dobrou de 14% para 26%. Além disso, 62% estão fazendo provas de conceito (PoC).

A pesquisa foi feita entre outubro e dezembro de 2021. O levantamento confirma que a emergência das criptomoedas e a pandemia da Covid-19 aceleraram os trabalhos com as CBDCs. Esses trabalhos já tinham começado a crescer em 2019, quando o Facebook anunciou que teria uma cripto global e a China anunciou que teria i yuan digital.

BCs preferem moedas digitais de varejo

Uma das outras conclusões do estudo é a de que mais de dois terços dos BCs podem emitir uma CBDC de varejo. Mas, aumentam também os estudos sobre as moedas digitais de atacado, em função da busca por pagamentos internacionais mais eficientes e para evitar o problema de sistemas que trabalham com horários limitados.

Mais de 70% dos BCs que estão trabalhando em projetos de CBDC focam no modelo de duas camadas, ou seja, em que o setor privado vai participar desse sistema. Isso porque poderá, em especial, cuidar do primeiro acesso dos clientes às moedas e de medidas para evitar a lavagem de dinheiro, dizem os BCs. Assim como fazer pagamentos no varejo e registrar as operações. Mas, um terço deles acha que isso deve ser feito pelos próprios BCs.

A grande maioria – 76% – está estudando a interoperabilidade de CBDCs de varejo e sistemas atuais de pagamentos. Dessa forma, podem permitir a convivência entre as moedas digitais e o dinheiro que vêm de empréstimos bancários.

A maioria dos bancos centrais ainda acha que o uso de criptomoedas para pagamentos continua trivial ou limitado a grupos de nicho. Ao mesmo tempo, consideram que moedas estáveis stablecoins) de uma única moeda são as que têm maior potencial para serem amplamente aceitas e usadas para pagamentos.

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