Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Futuro do sistema financeiro é moeda digital, diz presidente do Banco Central

As criptomoedas mostraram o caminho para o PIX, segundo Campos Neto.

O sistema do futuro é quase inteiro digital e vai culminar em moedas digitais. É com essa visão que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirma que foi criado o PIX, sistema de pagamentos instantâneos e que será lançado em novembro deste ano.

“O PIX é um sistema rápido, barato, seguro, transparente e aberto. Quando começamos a entender a demanda das pessoas em relação a meios de pagamentos, ficou óbvio, através da aparição das criptomoedas, que havia uma demanda exatamente por isso”, disse ele no evento Conexão PIX, que foi gravado na segunda-feira (6) e exibido hoje (8) no canal do banco no YouTube. O evento acontece hoje e amanhã (9).

O novo sistema de pagamentos, segundo ele, é fruto da pergunta sobre qual seria o futuro da intermediação financeira no Brasil em cinco, dez anos e o que o BC precisaria fazer para estar à frente desse processo.

Agenda BC#

Com isso nasceu a Agenda BC#, que envolve quatro pilares: inclusão financeira, com mais clientes digitalizados e maior acesso a produtos financeiros e maior competição, com mais agentes, inclusives pequenos, como fintechs.

Outros dois pilares são transparência, já que o brasileiro entende pouco sobre os produtos financeiros que consome, e educação financeira, que é importante para o equilíbrio de longo prazo para terem poupança e equilibrarem suas contas. “Tem gente que consome produtos que não são apropriados para elas”, completou.

O presidente do BC disse que o PIX é fundamental e parte de um projeto maior que vem pela frente. É um sistema interoperável e aberto, que em determinado momento se cruzará com open banking, “que é a capacidade de todos poderem abrir seus dados a pequenas empresas que querem fazer funções específicas e oferecer produtos específicos”.

Projetos paralelos

Há outros projetos paralelos que vão melhor a intermediação financeira no futuro. E citou o sandbox, que vai ajudar na criação mais rápida de produtos.

“Nosso objetivo é transformar a intermediação financeira do futuro. Queremos digitalizar pessoas, processos, competição, diminuir custo operacional, facilitar acesso ao crédito. É um processo muito inclusivo, que vai levar a sistema mais equilibrado”, finalizou.

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