Transações bancárias por celular chegam a 80% do total; uso do WhatsApp cresce 531%

Foto: MaPr, Unsplash.

Quase 8 em cada 10 transações bancárias realizadas no Brasil são feitas em canais digitais, como o mobile banking e internet banking (77%), revela o segundo volume da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2023 (ano-base 2022), realizada pela Deloitte. Sozinho, o celular é responsável por 66% de todas as operações feitas no País.  

A pesquisa, divulgada durante o Febraban Tech 2023, traz pela primeira vez dados de transações bancárias feitas no recurso de pagamentos do aplicativo de mensagens Whatsapp. O serviço foi liberado pelo Banco Central em março de 2021. Segundo o estudo, 50% dos bancos respondentes oferecem o canal WhatsApp para transações. Em um ano, as operações cresceram 531%, atingindo o total de 56,2 milhões de transações, como publicou o Fintechs Brasil, site de notícias parceiro do Blocknews.  

Deste total, 37% se referem às operações financeiras via Pix e 29% às renegociações de dívidas. A ferramenta também facilita a realização de consultas para o cliente. Dentre as transações não financeiras, as consultas de saldos e extratos (24% do total), bem como as de cartão de crédito (10%), foram as operações mais efetuadas. 

No total, os brasileiros fizeram, no ano passado, 163,3 bilhões de transações nos vários canais de atendimento disponibilizados pelos bancos, representando um significativo aumento de 30% ante 2021. Esta taxa de crescimento é a maior já registrada na história das transações, sendo influenciada principalmente pelo desempenho do mobile banking, que teve alta de 54% no número de operações realizadas pelos clientes, totalizando 107,1 bilhões. 

Os consentimentos atingiram 31 milhões em maio; de acordo com a pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2023, há 469 milhões de contas ativas no país.

Boa parte desse baixo índice de renovação pode ser atribuído ao também baixo índice de maturidade do Open Finance no país. Uma nova pesquisa da Capgemini mostrou que as empresas atingiram 6,4% e os consumidores finais, 5,3%.

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