Nubank faz 10 anos com 80 milhões de clientes e processando 40% das transações de Pix

David Vélez, co-fundador do Nubank.

O Nubank faz 10 anos atingindo 80 milhões de clientes na América Latina, processando 40% das transações interbancárias de Pix e uma rentabilidade ao ano de 35%. Os dados estão no texto que o co-fundador e CEO global do “roxinho”, David Vélez, publicou na última sexta-feira (12).

“Um em cada 2 brasileiros que têm smartphone são clientes do Nubank”, afirma. As receitas no país cresceram de US$ 1 milhão em 2014 para US$ 4,5 bilhões em 2022, e o lucro líquido fechou em US$ 138 milhões no último trimestre. “Permitimos que nossos clientes economizassem 248 milhões de horas e mais de R$ 40 bilhões em taxas. E trouxemos uma concorrência positiva: a concentração bancária no Brasil passou de 70% em 2014 para 58% no fim de 2022”.

Vélez lembra que em 2013 a proposta pouco ortodoxa do Nubank encontrou muita resistência, mas o trio fundador – uma brasileira, um americano e um colombiano – sentiu que havia uma oportunidade de desafiar o convencional e criar uma instituição obcecada pelo consumidor e que “fornecesse oxigênio” a uma indústria que precisava. Foi difícil vender o plano de crescer de 12 clientes em 2013 para 1 milhão em 2019.

Nubank oferece criptos a clientes

Em cripto, no último dia 1 de março, o Nubank lançou a Nucoin, que começou como uma utility token para recompensa para engajamento dos usuários por meio de programa de fidelidade do banco. Apesar do uso limitado do token, uma vez feito, abre diversas possibilidades futuras para o seu uso no universo blockchain e Web3, incluindo finanças descentralizadas (DeFi).

Além disso, o Nubank oferece a negociação e o armazenamento de bitcoin, ethereum e USDP. O serviço está no ar desde junho de 2022 e tem cerca de 2 milhões de usuários. Mas, o projeto prevê o uso do Nucoin nessa plataforma.  

“O céu é o limite: temos a maior plataforma de consumo totalmente digital na América Latina, uma das marcas mais queridas e confiáveis ​​da região, uma das melhores equipes de tecnologia e produto do mundo, uma cultura forte e um motor de lucro robusto e crescente que nos permite autofinanciar nossos futuros esforços. Nossa jornada está no primeiro minuto do primeiro tempo de jogo, e estamos cheios de energia!”, termina.

A brasileira do trio, Cristina Junqueira, que hoje ocupa o posto de CEO no Brasil, afirmou que “há tanto a celebrar, mas muito mais ainda pra construir”.

*Reportagem com Fintechs Brasil.

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