Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Bolsa de Singapura e Temasek criam empresa sobre plataforma que testou emissão de títulos

A Bolsa de Singapura (SGX) e a Temasek criarão uma empresa de emissão e venda de ativos digitais pelo mercado financeiro. A Temasek é uma empresa de investimentos do país,

Assim, focará no fluxo do mercado de capitais por meio de contratos inteligentes (contratos inteligentes), registro distribuído (DLT/blockchain) e tokenização.

A iniciativa é, portanto, uma expansão de uma plataforma que SGX, Temasek e HSBC criação para uma operação. A solução fez a emissão do primeiro título digital publico sindicalizado.

A operação foi para a empresa de agronegócios Olam International, em agosto passado. No total, quatro instituições do mercado financeiro fizeram a operação. Os testes somaram US$ 1 bilhão.

Beng Hong, diretor gerente sênior de renda fixa, moedas e commodities da SGX, disse que a ideia é capitalizar sobre a transformação digital do mercado de capitais. Por isso, “vamos avançar no desenvolvimento da infraestrutura da Ásia”.

Parceiros no mercado financeiro

De acordo com as empresas, a parceria une a experiência com diferentes ativos da SGX e o conhecimento da Temasek em blockchain.

As empresas vão buscar parcerias com plataformas de emissão de renda fixa. Dessa forma, pretendem oferecer seu serviço de infraestrutura de ativos e pós negociação no mercado financeiro. Isso inclui emissores, bancos, advogados, investidores e agentes de pagamento.

Além disso, a empresa vai buscar outras classes de ativos emergentes, incluindo fundos sustentáveis.

BlackRock, maior gestora do mundo, quer incluir bitcoin em dois fundos de investimentos

A BlackRock Inc,  maior gestora de recursos do mundo, está incluindo contratos futuros de bitcoin como ativo em dois de seus fundos. É a primeira vez que a empresa oferece exposição a criptomoedas a seus clientes, segundo a agência de notícias Bloomberg.

A empresa administra US$ 8,7 trilhões, o que é cerca de 6 vezes o PIB brasileiro em dólares correntes, de cerca de US$ 1,4 trilhão. Uma empresa desse porte torna ainda mais relevante o envolvimento de instituições financeiras tradicionais e globais com criptomoedas. Assim, deve puxar outras, além das quem já estão na área, como Goldman Sachs e JP Morgan.

Ontem (20), apareceu no site da Securities Exchange Commission (SEC) o pedido da BlackRock para operar os dois fundos. Mas não precisarão entregar a moeda.

Mudança de rota

Os fundos são o BlackRock Strategic Income Opportunities e o BlackRock Global Allocation Fund Inc. Na comparação com a declaração Larry Fink, em 2018, isso é uma mudança drástica. Na época, Fink disse que seus clientes não estavam interessados em ter criptos.

Porém, em dezembro passado afirmou que bitcoin chamava a atenção da empresa e das pessoas. Isso embora ainda seja pouco testada e seja um mercado pequeno em relação a outros ativos.

Além dele, outros executivos da BlackRock têm mostrado interesse no ativo. A empresa também contratou, em abril de 2019, Robbie Mitchnick. O executivo veio da Ripple para liderar a área de ativos digitais. Ele criou uma metodologia para avaliar criptos. E no mês passado, a gestora anunciou uma vaga de vice-presidente (que na BlackRock está abaixo de diretor) para blockchain).

Preks, plataforma de precatórios, passa no teste e está em busca de clientes institucionais

Testado seu software com a primeira homologação digital de venda de precatórios em blockchain, em dezembro passado, a startup Preks busca agora atrair participantes desse mercado para sua plataforma. Neste primeiro momento, isso inclui, por exemplo, os institucionais, como grandes fundos que compram boa parte desses títulos. Mais tarde, a ideia é ser um marketplace, fazendo a ponte entre detentores dos títulos e compradores.

Dessa forma, a startup foca num mercado secundário estimado em R$ 200 bilhões que é fragmentado e tem pouca liquidez, disse ao Blocknews Hélio Moraes, Chief Legal Officer da lawtech e sócio de direito digital e inovação do PK Advogados. Desse valor, a maior parte está congelada na mão dos detentores de direito.

Guilherme Nasser, também co-fundador da Juros Baixos, plataforma de empréstimos, e João Carlos Garcia fundaram a Preks. A startup foi uma das selecionadas do Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas – o Lift Lab 2020. Há dois anos, o PK Advogados é apoiador e parceiro do negócio. Além disso, a lawtech tem um anjo investidor.

Também de olho nesse mercado bilionário, em 2019 o Mercado Bitcoin lançou tokens de precatórios.

Precatórios digitais

Primeiro, a startup quer prestar serviços para o público institucional, sendo originador das transações. Porém, na medida em que se tornar plataforma de referência, pretende atrair as pessoas físicas e as jurídicas que queiram descontar seus títulos. Esse segmento das físicas está muito pulverizado.

Os precatórios são dívidas dos governos com credores, que demoram anos para receber o dinheiro. No mercado secundário, os detentores dos papéis cedem o de direito de receber o valor em troca de um pagamento com desconto sobre a face, ou seja, com deságio. É um processo que pode demorar e ter fraudes.

A inovação da Preks está centrada em três elementos, afirma Moraes. A primeira é a sessão de direito na plataforma por meio de assinatura digital. “Eu, em São Paulo, posso comprar um precatório no Nordeste, por exemplo.” Com o instrumento de seção em mãos, é possível fazer o registro na plataforma blockhain para se ter o carimbo do tempo.

E o terceiro elemento é a conta escrow, como se fosse de custódia, na qual o comprador deposita o valor. Uma vez que a Justiça defere a transação, o dinheiro é liberado. Hoje, uma fraude possível é o o vendedor passar a cessão e o comprador não pagar. Ou o contrário. A conta no banco custodiante, cujo nome a Preks não revela, é no nome do comprador e o dinheiro fica reservado. O banco libera o valor para o comprador, e com rapidez, assim que sai a autorização da cessão de direito.

Custos em definição

Dessa forma, o software, que está em Ethereum, tira o cartório do processo na hora do reconhecimento de firma da assinatura e no registro em blockchain. Isso porque “deixa de ser registro de títulos e documentos, que hoje é pulverizada e que não se consegue verificar em todos os cartórios”, completou Moraes.

Com o marketplace, a Preks pretende criar uma rede de compradores e vendedores, dar suporte aos clientes institucionais e reduzir o custo para as pessoas. “isso permite uma inclusão e transações diretas pela plataforma”, afirmou o CLO da Preks.

De acordo com Moraes, no registro em cartório há uma taxa atrelada à transação. Enquanto isso, na plataforma haverá uma comissão de intermediação, “balizada pelo mercado, pelo deságio que os grandes players pagam”, diz o advogado. Porém, o custo de transacionar em blockchain elimina a taxa de cartório. A lawtech ainda está precificando o uso da plataforma.

Parceria para não afundar

O PK Advogados, segundo Moraes, tem parcerias com startups para identificar aquelas com potencial. “É o momento em que mais precisam de advogado e menos têm dinheiro para isso. Se estruturarem mal o negócio, vai por agua abaixo.” O trabalho com startups de blockchain começou nos últimos anos.

Para ele, o investidor de risco no Brasil já começou a entender que startups não dão retorno de CDI. Ou seja, é algo de risco e isso o escritório se deu conta há muito tempo, completa. De acordo com o advogado, esse trabalho com startups é muito pontual no faturamento do escritório de cerca de 100 profissionais. “É a parcela que a gente pode postegar o recebimento para quando houver receita ou houver um round de investimento”.

Goldman Sachs, JP, Citi, BNP, BNY Mellon e bolsa alemã investem e usarão solução DeFi para securities

Goldman Sachs (GS), Citigroup, BNY Mellon, BNP Paribas Securities, a bolsa alemã Deutsche Börse e o J.P. Morgan, seis das maiores instituições financeiras do mundo, anunciaram, nesta semana, apoio financeiro a startups de finanças descentralizadas (DeFi).

Dessa forma investem numa área que passou por um boom no segundo semestre de 2019. Além disso, entram num universo mais ágil de finanças que poderá ser o tipo de serviço que oferecerão a seus clientes no futuro.

GS, Citigroup, BNY Mellon, BNP Paribas e a bolsa alemã lideraram uma rodada de investimentos de 14,4 milhões de euros na HQLAx e ainda entrarão como participantes na plataforma.

A startup de Luxemburgo foca em transferência de ativos para instituições financeiras que operam com empréstimos de títulos e gerenciamento de colaterais. A startup nasceu no laboratório da R3 e desde o inicio, há três anos, tem a Deutsche Börse como parceira. Uma pesquisa feita em 2020 mostrou que 80% das instituições financeiras tradicionais da Europa estavam estudando ou já usando DeFi.

Já o JP, em mais uma aposta em startups que usam blockchain, concedeu financiamento de US$ 100 milhões (cerca de R$ 500 milhões) à Figure Lending. Esse é o braço de empréstimos da Figure, que oferece, por exemplo, refinanciamento de hipotecas, empréstimos pessoais e empréstimos como o imóvel como garantia, o home equity. A empresa usará o valor na concessão de empréstimos imobiliários.

DeFi para troca imediata

De acordo com a HQLAx, o investimento de US$ 14,4 milhões que recebeu dos bancos e da bolsa alemã irá para a expansão da plataforma. Assim, “ajudará a tratar da fragmentação de colaterais na Europa, estendendo a conectividade entre agentes tripartites, custodiantes e participantes do mercado”. A empresa foi lançada na Europa. A primeira transação aconteceu em dezembro de 2019.

No futuro, quer atuar nos Estados Unidos (EUA) e nos países da Apac, o bloco da Ásia-Pacífico que inclui o Chile.

A startup desenvolveu uma plataforma que substitui o Delivery vs payment (DVP) pelo Delivery vs Delivery (DVD). Portanto, significa que ao invés de a transferência do titulo acontecer só depois do pagamento, a troca e pagamento é praticamente imediata. Tecnologia de registro distribuído permite isso distribuído. Além disso, a transação especifica o dia e a hora do começo e final da troca.

Defi para reduzir custo

A solução, de acordo com a HQLAx, reduz o custo do capital ao diminuir o risco de crédito, as demandas de liquidez intraday e os riscos operacionais. Assim, o que a plataforma faz é monetizar a liquidez. Com blockchain, faz isso de forma mais eficiente e com transparência.

“Queremos nos associar a empresas que agreguem valor a nossos clientes”, disse Brian Ruane, CEO de Clearance e Colaterais do BNY Mellon. Para Mathew McDermott, líder global de ativos digitais do Goldman Sachs, a plataforma dará mais eficiência aos mercados de empréstimos de securities e de gerenciamento de colaterais.

DeFi para imóveis

Já a Figure afirmou que o empréstimo do JP é o quinto da categoria facility que a empresa recebe. Ou seja, é um capital para operação. Com isso, totalizou US$ 1,5 bilhão. Dessa forma, o JP se junta a outros investidores de Wall Street, como o Jefferies Financial Group e outros bancos.

A empresa foi fundada em 2018, em São Francisco, por Mike Cagney, empreendedor em tecnologia e que é CEO da startup. Segundo o site da Figure, com suas soluções DeFi, atendeu mais de 20 mil pessoas e emprestou mais de US$ 1 bilhão.

“Com o empréstimo, esperamos mais crescimento sobre o avanço de 2020, tanto em volume quanto em trazer blockchain para o mercado de hipotecas”, disse Cagney. O segmento de hipotecas da Figure cresceu quase 50% por mês no ultimo trimestre de 2021.

PayPal investe em startup que calcula impostos sobre criptomoedas

A PayPal fez um investimento na startup Taxbit, que desenvolveu um software para o cálculo de impostos sobre criptomoedas. A Coinbase, maior bolsa de criptos dos Estados Unidos, também fez um aporte.

Esse é mais um dos diversos investimentos que a PayPal tem feito no mundo de criptomoedas. A fintech está se posicionando para receber e enviar pagamentos e assim, criar um diferencial em relação a seus concorrentes.

A TaxBit fica em Salt Lake City, no estado de Utah. A empresa foi fundada por profissionais do mercado financeiro, advogados e desenvolvedores de software. Segundo a startup, pessoas que têm criptos, bolsas e lojistas usam a solução.

De acordo com a empresa, a solução automatiza todo o processo de cálculo dos impostos sobre criptomoedas e ajuda os usuários a cumprirem regras de compliance.

Além do PayPal e da Coinbase, que fizeram os investimentos por meio de seus braços de venture capital, a Winklevoss Capital, que já investe na TaxBit, aportou novos recursos. A Winklevoss é dos irmãos Tyler e Cameron, que processaram Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, alegando que ajudaram a criar a plataforma de mídia social.

Softbank se associa a organização que promove uso de security tokens

O Softbank, conglomerado japonês de telecom e de investimentos em startups, se associou à Japan Security Token Association (JSTA). A instituição trabalha para o desenvolvimento do mercado de security tokens, que são emitidos em blockchain e com lastro em algum ativo ou título. Além disso, são investimentos de risco e com alguma expectativa de retorno.

O conglomerado é um dos maiores investidores em startups do mundo. Com isso, indica seu interesse em investir em empresas ligadas a security tokens ou em emitir esses criptoativos. A associação também agrega um peso significativo à JSTA. No Brasil, o Softbank investe em empresas como Loggi e Creditas, ambas unicórnios.

A JSTA foi fundada em 2019. A organização faz pesquisas e atividades sobre security tokens, um segmento que pode crescer de forma significativa nos próximos anos, desde que haja regulamentação.

Agora, a JSTA tem 10 membros regulares e 30 apoiadores. A associação também tem parcerias com as emissoras de tokens Securitize Inc. e Security Token Market LLC, ambas dos Estados Unidos, e com a Tokeny Solutions, de Luxemburgo. A associação tem o apoio de um programa da encubadora BlockchainHub.

Mais sobre security tokens em:

BTG Pactual paga segundo dividendo do ReitBZ, token lastreado em imóvel

BTG Pactual paga segundo dividendo do ReitBZ, token lastreado em imóvel

O BTG Pactual anunciou o segundo pagamento de dividendos do seu token imobiliário ReitBZ. Conforme antecipou o Blocknews em outubro, o banco esperava fazer mais uma distribuição até o final de 2020. Desta vez, o valor é de R$ 640 mil. Com o primeiro pagamento feito em julho passado, o total chega a R$ 1,094 milhão.

O banco lançou o security token, lastreado em imóveis recuperados, em fevereiro de 2019. O braço de recuperação de crédito do banco, a Enforce, gerencia o ativo. A instituição financeira faz os pagamentos de dividendos com os ganhos com esses imóveis, como venda ou valorização.

Em maio passado, o banco anunciou que criará um mercado secundário do token. O site da ReitBZ diz que o mínimo (soft cap) e o máximo (hard cap) de levantamento de recursos é de US$ 3 milhões e US$ 15 milhões, respectivamente. O investimento mínimo no token é de US$ 500.

Token em Tezos

Em relação a esse último pagamento de dividendos, o banco não informou como levantou os valores que está pagando. Em julho passado, a informação era de que com os recursos que levantou até então, comprou 323 imóveis. Desses, a instituição financeira vendeu 181 e com isso pagou os primeiros dividendos.

O banco distribui os dividendos por contratos inteligentes que rodam em blockchain. O lançamento dos tokens aconteceu na plataforma Ethereum, mas em maio passado, o banco emitiu os criptoativos na rede Tezos.

BTG Pactual foi o primeiro banco brasileiro e primeiro dos grandes bancos de investimentos do mundo a lançar um criptoativo. De acordo com André Portilho, sócio do bancco, “(Imóvel) É um investimento que as pessoas no mundo todo estão acostumadas a fazer diretamente ou por meio de um veículo. Isso, é fácil de explicar e já fazíamos operações com imóveis recuperados”.

J.P. Morgan faz primeira operação com blockchain no trilhardário mercado de recompra de títulos

O J.P. Morgan, o banco americano tradicional que mais tem mostrado interesse em blockchain, informou hoje (10) que fez a primeira transação no trilhardário mercado de recompra de títulos (repo) usando a tecnologia. Com isso, a transação aconteceu em horas, ao invés de dias. O banco vai oferecer comercialmente a solução no mercado dos Estados Unidos (EUA), um dos maiores do mundo em recompras.

A JPM Coin, moeda digital do banco, também foi usada na transação, que aconteceu entre o broker do banco e a unidade bancária. Segundo Scott Lucas, líder de mercados DLT do banco, o mercado de recompra tem algumas ineficiências técnicas. “Identificamos blockchain como forma de reduzir o perfil do risco do intraday de nossos clientes.”

O mercado de recompras – tipo de empréstimos de curto prazo – e de recompra reversa é de cerca de US$ 12 trilhões em transações, segundo dados de 2018 do Bank of International Settlements (BIS). Desse total, cerca de US$ 9 trilhões são títulos de governo. Junto com os EUA, a Europa é um dos maiores mercado onde acontecem as operações.

Mais crédito disponível

A plataforma blockchain cria oportunidades de processos e acelera o tempo no mercado, disse o J.P. Isso porque as operações, além de complexas, envolvem vários participantes. Dessa forma, há dificuldades para que esses financiamentos atendam às necessidades de liquidação intraday.

De acordo com o banco, blockchain permite que credores e tomadores do empréstimo façam transações de curto prazo em tempo real. Há ainda uma operação de acordo simultâneo, gerando a liquidez. Tanto as partes de colateral e de valores foram feitas com blockchain e na parte do dinheiro, usou-se a JPM Coin.

Outras instituições já testaram a plataforma, inclusive envolvendo o Goldman Sachs , o banco BNY Mellon como agente e outras instituições.

Serviços de moedas digitais

Mas o J.P. não para por aí. Depois criar uma unidade de negócios focada em blockchain, a Onyx, a stablecoin, a plataforma Quorum, que agora é da Consensys, onde investiu, o banco quer oferecer serviços de pagamentos e de moedas digitais para as maiores plataformas de e-commerce do mundo, segundo disse o executivo de pagamentos de atacado num evento.

De acordo com Mathew McDermott, líder lobal de ativos digitais do Goldman Sachs, “Esse é um projeto que mostra como blockchain pode resolver problemas do mundo real do sistema financeiro. Esperamos usá-lo no início de 2021.”

“A tecnologia de registro distribuído assegura que os clientes terão sua demandas de crédito atendidas e de forma rápida”, afirmou Brian Ruane, CEO do BNY Mellon Clearance & Collateral Management.

Bitz, do Bradesco, compra 4ward em semana agitada nas startups baseadas em blockchain

A semana está realmente agitada no mundo das startups com soluções baseadas em blockchain. Desta vez, foi o Bitz, carteira digital do Bradesco, que anunciou a compra da fintech 4ward.

Os outros negócios anunciados nesta semana envolveram a compra da Bit Capital, a aquisição feita pela Intelipost e os investimentos nessa startup e na bolsa digital Gavea Marketplace.

A Bitz e a 4ward não revelaram o valor e os termos da compra.

Além da 4ward, que é uma Blockchain as a Service (BaaS), a Bitz anunciou, em outubro, a compra da fintech Din Din. O Bitz foi lançado em setembro passado, de olho em clientes como os desbancarizados e em quem as vantagens das contas digitais. Essas vantagens incluem custos menores.

Backoffice para financeiras

No lançamento da carteira digital, o CEO da empresa, Curt Zimmermann, afirmou que havia em caixa R$ 100 milhões para aquisições.

A 4ward é especializada em soluções backoffice para as financeiras. Dentre esses serviços estão conciliação de operações, análise de riscos, operação de cartões e tokenização.

De acordo com nota do Bitz, Zimmermann afirmou que “a 4ward acelera a aquisição de know-how e traz um time experiente, o que é crucial para o plano de expansão da carteira digital”.

Mais de 64% dos brasileiros usa algum tipo de conta digital; 5,2% usa só banco digital

Mais de 64% dos brasileiros já usam algum tipo de conta digital. Essa é a conclusão é do Ranking de Experiência Digital em Abertura de Conta 2020, levantamento feito pela idwall, em parceria com a Incognia.

De acordo com o estudo, os clientes pesquisados, 59,1% usam bancos digitais e tradicionais; enquanto 5,2% usam apenas os digitais. No ano passado, esse percentual era de 44,6%. Veja a reportagem completa no Fintechsbrasil.