Operações com BRZ retornaram a período pré-queda da FTX, diz CEO da Transfero

Márlyson Silva, CEO da Transfero. Foto: Transfero.

A quebra da FTX no final de 2022 não trouxe impactos significativos para a stablecoin da Transfero, a BRZ, disse o CEO da empresa, Márlyson Silva, ao Blocknews. “Apesar da queda no volume em alguns meses após a falência da FTX, as operações com BRZ logo retornaram ao patamar similar com a listagem e aumento das transações com a stablecoin em outras exchanges,”.

Silva citou dados da Receita Federal sobre as movimentações da BRZ. Em 2021 foram 480,8 mil operações e um valor total de R$ 7,15 bilhões. Em 2022, 3,5 milhões de operações e R$ 6,4 bilhões. E em 2023, até julho, 8,1 milhões de operações que somaram R$ 2 bilhões. A Receita suspendeu a publicação das movimentações mensais de cripto no Brasil porque disse que está revisando o processo tecnológico de disponibilização de dados.

Na entrevista a seguir, o CEO da Transfero fala sobre como está a stablecoin, que agora tem como concorrente a BRLA (ver matéria no Blocknews).

BN: Quais têm sido os principais tipos de uso de BRZ?

MS: O BRZ, assim como outras stablecoins, costuma ser visto como uma porta de entrada para os usuários que querem fazer parte do mercado cripto. Mas, na verdade, é muito mais do que isso. Além da listagem em exchanges, por exemplo, o BRZ oferece ao empreendedor a chance de receber em cripto, como bitcoin, converter automaticamente para um ativo sem volatilidade e proteger o patrimônio, o que pode ser feito pelo App Transfero Checkout.

O BRZ também é utilizado em nossos serviços de On-Ramp e Off-Ramp para empresas listadas fora do Brasil, como as exchanges. Outro exemplo de uso do acontece em DeFi (finanças descentralizadas), em que é possível conseguir rendimentos com a stablecoin e até viabilizar a operação de um negócio, como um empreendedor brasileiro que importa produtos da China a partir do BRZ.

E por mais que o ambiente DeFi ainda seja um pouco complexo, hoje já existem ferramentas que permitem que os usuários consigam aproveitar as oportunidades sem tanta complexidade, como a Stakease (projeto da Fuse Capital e da Transfero), que oferece aos investidores uma plataforma de staking do BRZ com previsão de rendimento atrelado ao CDI.

BN: Em quantas exchanges a BRZ é listada?

MS: Hoje, o BRZ está listado em algumas exchanges como ZBX, Phemex, Bitget e Bitforex, mas o nosso maior parceiro no momento é a Bybit. Também pode ser encontrado em alguns protocolos DeFi como Uniswap.

BN: Como a falência da FTX afetou o movimento da BRZ?

A crise da FTX não trouxe impactos significativos ao BRZ, pois a exchange era mais uma das corretoras que disponibilizava a stablecoin. Apesar da queda no volume em alguns meses após a falência da FTX, as operações com logo retornaram ao patamar similar com a listagem e ou aumento das transações com a stablecoin em outras exchanges, como Phemex, Bybit e Bitget.

O BRZ continua expandindo as suas parcerias, como a recente listagem da stablecoin na Bybit, a quinta maior exchange do mercado com mais de 15 milhões de usuários. Além disso, cada vez mais oportunidades surgem em DeFi e também para investidores institucionais, ampliando o uso do BRZ no mercado.

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