Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Itaú faz parceria com Mercado Bitcoin para tokenizar recebíveis

Itaú lançará token após se encantar com ETFs de criptoativos. Foto: Thomas Pehan, Unsplash.

O Itaú, maior banco privado do país e um dos maiores do mundo, deverá ser o primeiro a tokenizar ativos digitais, no caso o Mercado Bitcoin. Isso porque tokenizará recebíveis seus, segundo o serviço Broadcast da Agência Estado. Os tokens ficarão, no entanto, em posse do Itaú, segundo informou o Mercado Bitcoin ao Blocknews.*

Segundo a notícia, será uma forma de o Itaú experimentar novas tecnologias para criar produtos e serviços, ou seja, usar blockchain e Ethereum, que é o que o Mercado Bitcoin utiliza. É um movimento que bancos no exterior também estão experimentando.

O Itaú vem demonstrando encantamento com o mundo dos ativos digitais para oferta de produtos. Tudo começou os fundos de índice de criptomoedas (ETFs) que ofereceu a seus clientes. O primeiro foi o Hash 11, da Hashdex. Fontes dizem que o banco não esperava tamanha receptividade ao produto.

Depois disso, o Itaú lançou o fundo  Itaú Index Blockchain Ações FX IE, que investe em empresas que adotam a tecnologia blockchain. Portanto, pode incluir criptomoedas. Além disso, colocou no mercado um Certificado de Operações Estruturadas (COE) que permite investir na maior corretora de criptoativos dos EUA, a Coinbase.

Token do Itaú vai dar mais diversidade ao Mercado Bitcoin

No entanto, o Itaú continua discutindo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) com empresas de criptomoedas. Isso porque que faz parte de um grupo de instituições financeiras que passou a evitar abrir conta corrente para esse segmento.

À parte o token do Itaú, o Mercado Bitcoin já tem um portfolio de tokens que inclui, por exemplo, ativos lastreados em consórcios e no mecanismo de solidariedade da FIFA de ganho sobre transferência de jogadores do Vasco.

A empresa também participou da criação da plataforma Tropix, de tokens não fungíveis (NFT) de arte, em agosto passado. E hoje, o Pipeline do Valor noticiou que liderou uma rodada seed de US$ 2 milhões (cerca de R$ 11 milhões) na Tropix.

*Correção às 10h31 de 11.10.21: o Mercado Bitcoin informou ao Blocknews que a informação de que os tokens serão vendidos na exchange ´é incorreta. Os tokens ficarão com o Itaú. Pedimos desculpas a nossos leitores.

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