Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Itaú investe na tokenizadora Liqi e fundo Astella e 2TM na bolsa Gavea

Itaú investe em tokenização, área que já experimenta com recebíveis. Foto: Towfiqu Barbhuiya, Unsplash.

A tokenizadora Liqi e a Gavea Marketplace, bolsa digital de commodities que usa blockchain, anunciaram hoje (12) aportes de investidores. A primeira recebeu R$ 27,5 milhões numa rodada série A que inclui um fundo do Itaú, enquanto a segunda levantou R$ 23 milhões numa rodada “seed” que inclui o fundo de venture capital Astella e a 2TM, dona do Mercado Bitcoin.

A Liqi recebeu aporte liderado pelo fundo de Corporate Venture Capital do Itaú Unibanco; da Oliveira Trust, empresa de soluções para administração de fundos e serviços fiduciários no Brasil, e do fundo Honey Island by 4UM, que tem recursos dos controladores Paraná Banco e do EBANX.

O Itaú já fez parceria com o Mercado Bitcoin para tokenizar recebíveis. Além disso, o banco gostou da experiência de distribuir fundos de índices de criptomoedas (ETFs). Isso porque a procura de investidores foi grande.

De acordo com Philippe Schlumpf, que está à frente do Kinea Ventures, “como um fundo de investimento de um dos principais bancos do país, investir na Liqi foi algo natural em função das tendências no mercado de tokenização e cripto. O potencial de modernização do mercado já é reconhecido mundialmente e acreditamos que, com a Liqi, teremos a oportunidade de acelerar em termos de inovação tecnológica e lançamento de novos produtos”.

A tokenizadora diz que vai dobrar o time, lançar novos produtos, como oferta secundária, que é a venda de um investidor para outro. Além disso, ao anunciar o investimento do grupo que inclui o Itaú, a Liqi afirmou que planeja ter um braço de tokens não fungíveis (NFTs), criptomoedas e outros serviços. A expectativa é movimentar R$ 10 bilhões em emissão de tokens e criptomoedas, disse Daniel Coquieri, CEO da Liqi.

No caso da Gavea, a gestora de venture capital Astella liderou a rodada. Mas a 2TM, um family office e dois investidores individuais do mercado financeiro também fizeram aportes. A Domo Invest, que no final de 2020 liderou uma rodada pré-seed com R$ 2,4 milhões, também participou desta. Portanto, fez um follow-on, aumentando sua posição.

A plataforma entrou em operação em fevereiro de 2021 e permite negociações sem intermediários. Com blockchain, a Gavea dá segurança, rastreabilidade e escala ao setor, que é ainda muito analógico. A plataforma afirma que já realizou mais de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 8,5 bilhões) em ordens de compra e venda. Isso significa mais de 4 milhões de toneladas de produtos.

A startup afirmou que investirá os recursos na ampliação das validações socioambientais, que acontecem em blockchain, e na internacionalização do produto. Nesse caso, foca na aceleração da distribuição das commodities brasileiras para a Europa e Ásia na implementação da plataforma em outros mercados. O fundador da Gavea é Vítor Uchôa Nunes, ex-diretor executivo do BTG Pactual, e seus sócios são Diogo Iafelice, diretor comercial, e Bruno Holtz, responsável pela tecnologia.


 

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