Itaú: gastos de pessoas 59+ mostra aumento no uso de novas tecnologias

As compras dos chamados de babyboomers, ou seja, que nasceram entre 1946 e 1964, são principalmente com mercados (15,5%), táxis e aplicativos de transporte (8,4%) e farmácias (6,5%) e com a adesão a novas tecnologias, inclusive usando mais o Pix. Os dados são de um levantamento do Itaú Unibanco.

Considerando apenas o uso do Pix, os babyboomers foram os que tiveram maior alta no valor transacionado entre 2022 e 2023, de 72%. No número de transações o aumento foi de 96,4%, mas atrás das demais gerações. Ou seja: os mais velhos fazem compras com valor mais alto no Pix do que os demais públicos, com ticket médio de R$ 710 – o da geração Z, por exemplo, é de R$ 121.

“Apesar de terem aumentado o número de transações feita com Pix, os dados mostram que os babyboomers ainda usam a modalidade menos que a média. Na geração, considerando as compras realizadas com cartão de crédito e Pix, o primeiro domina os pagamentos, com 93% das transações, e 7% do segundo. Quando se analisa apenas as demais gerações, esses números são 76,3% e 23,7%, respectivamente”, explica Moisés.

No mundo da criptomoedas, essa faixa de idade é também a que menos está exposta ao segmento.

O estudo analisou as compras com cartões de crédito e Pix feitas de CPF, ou seja, pessoa física, para CNPJ, portanto, para empresas, de janeiro a outubro de 2023. E fez uma comparação com o mesmo período de 2022, que mostrou crescimento de 13% neste ano nos gastos, mas apenas de 4% no número de transações. O ticket médio foi de R$ 203, o segundo maior entre todas as idades e o que mais aumentou em relação ao ano passado.

Considerando todas as gerações, os babyboomers representam 19,5% do valor transacionado e 18,5% das compras. Assim, ficam atrás das gerações Y e X. Mas, ainda à frente da geração Z, que tem 4,2% e 7,4%, respectivamente.

Entre o público com 59 anos ou mais, as mulheres representam 46,3% do valor gasto e os homens, 53,7%. Considerando o número de transações, elas aparecem à frente, com 52,4% das compras realizadas. Os homens, consequentemente, têm um ticket médio maior, de R$ 230 – enquanto o das mulheres é de R$ 179,5.

“Os números trazem um reflexo da realidade dessa geração, que naturalmente é a que tem menor aumento nos gastos devido ao envelhecimento da população. De acordo com Moisés Nascimento, diretor de dados do Itaú Unibanco, apesar de serem os babyboomers serem menos adeptos das compras online, a distância em relação aos demais públicos não é tão grande: 26,8% das transações feitas por eles são realizadas online, contra 73,1% de maneira presencial. Consolidando as demais gerações, esses números são 67,8% e 32,2%, respectivamente.

Os segmentos em que a geração mais velha mais aumentou o número de transações – tanto nos pagamentos com crédito quanto com Pix – estão loterias, com alta de 239%, companhias marítimas (que inclui cruzeiros) com 176%, organizações de caridade, com 139,7%, e reforma e estofamento de móveis, com 90,8%.

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