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Investimentos em startups de blockchain e cripto caem, mas ainda podem bater recorde em 2022

Macroeconomia e inverno cripto afetaram investimentos de venture capital. Foto: Markus Winkler, Unsplash.

Depois de sete trimestres consecutivos de crescimento, portanto depois de dois anos, chegou a ver de as startups de blockchain sentirem a retração de investimentos dos fundos de capital de risco. O valor no período de abril a junho de 2022 foi de US$ 6,5 bilhões, uma queda significativa de 29% sobre o mesmo período de 2021. Mas, o movimento dos investidores mostra também mais interesse em projetos ligados à Web 3.0, saindo de áreas como exchanges, NFTs e jogos.

Apesar dessa queda, a CB Insights, que realizou o levantamento, continua apostando num recorde de investimentos e de número de transações em 2022. Sua estimativa é de aportes de US$ 31,5 bilhões – já chegou a US$ 15,7 bilhões no primeiro semestre. O número de negócios somou 921 e a expectativa é de 1.842. Em 2021, foram US$ 25,2 bilhões e 1.312 negócios.

De acordo com levantamento da CB Insights, a redução dos investimentos se deve às pressões macroeconômicas e temores em relação aos valores das criptomoedas e das stablecoins. A redução foi puxada pelos Estados Unidos (EUA), que registrou retração de 42%.

Mas, os EUA continuaram recebendo a maior parte dos investimentos, ou seja, US$ 3,4 bilhões, o que é um pouco mais da metade. A Europa registrou um recorde e ficou na mesma faixa da Ásia, de US$ 1,4 bilhão. Portanto, para o resto do mundo foram US$ 300 milhões. Para a América Latina e Caribe vieram apenas minguados US$ 47 milhões no segundo trimestre.

Brasil está na periferia dos investimentos em startups de blockchain

Além disso, o número de startups que conseguiram se tornar unicórnios caiu de um recorde de 16 no primeiro trimestre, para 8 no segundo. Nenhum desses oito estão na América Latina. No total, o ecossistema tem 71 registrados. A KuCoin foi o unicórnio mais valioso que apareceu no período. Com base nas Ilhas Seychelles, a exchange atingiu um valor de US$ 10 bilhões. Mas, metade dos unicórnios são ligados à Web 3.0.

De acordo com a CB Insights, o receio dos investidores com o inverno cripto e a recente volatilidade dos preços fez os investidores evitarem mega rodadas de aportes. Assim, aqueles a partir de US$ 100 milhões caíram para US$ 2,6 bilhões, o que é uma retração de 54% em relação ao trimestre anterior, que também foi recorde. Houve 16 dessas rodadas, também uma retração.

Assim como os unicórnios, os investimentos que aconteceram mostram interesse em startups ligadas a Web 3.0. Isso porque essas receberam mais da metade dos recursos no segundo trimestre, assim como aconteceu no trimestre anterior. Foram US$ 3,7 bilhões, portanto, 57% dos US$ 6,5 bilhões.

No entanto, apesar da queda nos negócios com NFTs, jogos e metaverso, essas categorias ainda atraíram 159 negócios. Assim, pelo terceiro trimestre, as transaçãoes ficaram acima de 150. “Porém, essa categoria pode enfrentar um futuro mais duro. Isso porque as vendas de NFTs estão caindo e os metaversos da Web 3.0 enfrentam forte competição das grandes empresas de tecnologia”, afirma a consultoria.

A Animoca Brands foi o investidor mais ativo pelo terceiro trimestre consecutivo, apesar da queda no número de transações na comparação entre o primeiro e o segundo trimestres de 2022. A empresa ofocou em NFTs, jogos e metaverso. A participação dos 10 maiores investidores, incluindo a a16z e a Coinbase, caiu no segundo trimestre.

Nos seis primeiros meses do ano, houve investidores fizeram a saída de 103 negócios e isso indica que pode haver um recorde em 2022.

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