Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Investimento em fintechs de blockchain bate recorde e América Latina se destaca

Os investimentos em fintechs de blockchain saltaram em 2021. Gráfico: CB Insights.

Os investimentos em fintechs atingiram um recorde no segundo trimestre de 2021 e esse desempenho incluiu o segmento de blockchain. Pela primeira vez as fintechs de blockchain captaram mais de US$ 4 bihões – foram US$ 4,38 bilhões em 217 transações, segundo relatório do CB Insights. Houve, portanto, um aumento de 50% sobre o primeiro trimestre no segmento. Além de ser um valor 10 vezes superior ao do quarto trimestre de 2020.

O maior valor de captação foi o de US$ 440 milhões que a Circle, que gerencia a moeda USDC, recebeu. E considera, por exemplo, o aporte de US$ 250 milhões que a bolsa mexicana Bitso recebeu numa Series C.

A bolsa foi a primeira unicórnio da América Latina em blockchain e diz que os investimentos elevaram seu valor para US$ 2,2 bilhões. Os cinco maiores investimentos em fintechs de criptomoedas no segundo trimestre foram os da Circle, Ledger, Paxos, Block.One e Bitso, nessa ordem.

Porém, o valor não considera o aporte de US$ 220 milhões que o grupo 2TM, dono do Mercado Bitcoin, anunciou no dia 1 de julho e que o tornou um unicórnio. Seu valor é US$ 2,1 bilhões.

Investimentos em blockchain acompanham fintechs em geral

O crescimento dos investimentos nos últimos meses aconteceu junto com o aumento dos preços das criptomoedas. E os fechamentos de captação no segundo trimestre, que já deviam estar em negociação desde o início do ano pelo menos, aconteceram em meio à queda dos preços.

O segmento de blockchain seguiu a tendência geral das fintechs, uma vez que a captação total também foi recorde no segundo trimestre de 2021. Houve 657 transações de investimentos de venture capital que somaram US$ 30,8 bilhões. O recorde anterior era o do primeiro trimestre, mas no segundo o valor foi 30% maior. Embora o número de transações cresceu apenas 2%.

E foi a América do Sul que liderou esse crescimento em valores e número de transações, de acordo com a CB Insights. A captação cresceu 153% do primeiro para o segundo trimestre e as transações, 52%. Foi o maior cescimento entre as regiões.

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