Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Goldman Sachs deve oferecer investimentos em criptomoedas até junho

Goldman Sachs vai oferecer investimentos em criptomoedas para clientes de alta renda.

O Goldman Sachs (GS) vai oferecer, até junho, suas primeiras opções de investimentos para bitcoin e outras moedas digitais. Serão produtos com foco de segmento de gestão de fortunas.

A informação foi dada por Mary Rich, que desde fevereiro é vice-presidente de ativos digitais e de gestão de fortunas. A executiva é responsável pela área desde fevereiro, ou seja, pouco antes de o banco decidir retomar a mesa de negociação de criptos. A mesa vai negociar contratos futuros e a termo de moeda sem entrega física (NDF).

A rede norte-americana CNBC divulgou a informação nesta quarta-feira (31), com base num memorando interno do banco. Além disso, numa entrevista, afirmou que a empresa quer caminhar para ter um “espectro completo” de investimentos em bitcoin e ativos digitais.

Portanto, isso poderá ser por meio de moeda “física”, derivativos e veículos de investimentos tradicionais, completou. Assim, o cardápio vai incluir contratos futuros e a termo de moeda sem entrega física (NDF).

Dessa forma, o objetivo é atender quem tem pelo menos US$ 25 milhões investidos no banco. O Goldman, agora, aguarda a aprovação dos produtos pelos reguladores.

Goldman Sachs junto com Morgan

Antes do GS, o Morgan Stanley já tinha anunciado que vai pelo mesmo caminho. O Morgan comunicou em março, a seus assessores financeiros, que lançará três fundos de bitcoin. Nesse caso, o investimento máximo poderá ser de 2,5% do total líquido que o investidor têm no banco. E precisa ter ao menos US$ 5 milhões.

O Goldman fechou sua mesa de criptomoedas em 2018, depois que a cotação da moeda despencou. De certa forma, tem sido uma relação de amor e ódio com criptomoedas.

Mathew McDermott, do time de digital do banco, disse que naquela época, criptos era um mercado de varejo. No entanto, agora o perfil está mudando para incluir os institucionais.

Segundo McDermott, o banco se rendeu ao pedido dos clientes. Numa pesquisa com 300 clientes institucionais, para sua surpresa, mais de 40% já estavam expostos a criptomoedas. E isso por meio das próprias moedas, de derivativos ou de outros produtos. Além disso, 61% esperavam aumentar essa exposição no próximo ano.

O que eles buscam, afirma o executivo, é se proteger da inflação. Fora isso, tem que acha que ao entrar no mundo de criptomoedas, está participando da criação de algo como uma nova internet.

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