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Goldman Sachs quer lançar ETF de DeFi que não tem DeFi

ETF que Goldman Sachs quer oferecer segue empresas como Google e Facebook.

O Goldman Sachs entrou, ontem (26), com pedido na Comissão de Valores Mobiliários (SEC) dos Estados Unidos (EUA) para oferecer um fundo de índice (ETF) de finanças descentralizadas (DeFi) e blockchain. O Goldman Sachs Innovate DeFi and Blockchain Equity ETF vai acompanhar com o Solactive Decentralized Finance and Blockchain Index.

Porém, o que veio como uma ducha de água fria é que o índice segue 20 empresas gigantes, como Google, Facebook, PayPal, Mastercard, Intel e Siemens. Não há nenhum nome do mundo dos DeFis. Portanto, de DeFi, ainda não se entendeu o que o fundo terá.

Algumas das empresas até estão testando ou desenvolvendo projetos com blockchain, como o Facebook com a Diem e PayPay em pagamentos. Tem também a IBM, que trabalha com a Hyperledger para o mundo corporativo.

Mas, nada que venha do mundo raiz das blockchains públicas, das criptomoedas e das finanças descentralizadas. Ao contrário, as características das empresas que o índice segue são as das grandes. Por exemplo, o valor de mercado precisa ser de ao menos US$ 500 milhões. A questão é, então, por que o Goldman Sachs quer oferecer um ETF com um nome que não corresponde à realidade das finanças descentralizadas.

Segundo o pedido à SEC, o foco de investimento do índice são dois: empresas ligadas à implantação de blockchain e a finanças descentralizadas (DeFis). De acordo com o pedido, o fundo vai investir pelo menos 80% de seus ativos em títulos que fazem parte do índice, em recibos de depósitos (DRs) que representam títulos que estão no índice e em ações relacionadas aos DRs que estão no índice. E podem ser ações de diversos países de economia mais avançada.

Há uma série de pedidos de ETFs na SEC, todos esperando a bênção do regulador. Mas, até agora, nada.

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