Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Fintechs de blockchain e criptomoedas estão entre as mais investidas de bancos dos EUA

Fintechs de blockchain chamaram a atenção de grandes bancos.

As fintechs de blockchain e criptomoedas foram uma das categorias que mais receberam investimentos de bancos dos Estados Unidos (EUA) entre 2010 e 2020. Numa lista de 12 categorias de fintechs, ficaram em quarto lugar. Goldman Sachs (GS), Citigroup e J.P. Morgan foram também os que mais se interessaram por essas fintechs.

De acordo com um levantamento do CB Insights, houve 34 operações no período envolvendo fintechs de blockchain e criptomoedas. Dessas, 21 foram realizadas pelo GS (8), Citigroup (8), JP (4) e Morgan Stanley (1). As que tiveram investimentos de mais de um banco são contabilizadas em cada uma delas.

A maioria das operações aconteceram em 2015, quando começa o interesse pelo segmento na área corporativa. Os números caem a partir de 2019. Em 2020 houve apenas uma transação no segmento. No entanto, houve 65 no total, número estável em relação a 2018 e 2019.

Essas são algumas das conclusões do estudo “Where Top US Banks Are Betting On Fintech” (Em quais fintechs os bancos líderes dos EUA estão apostando).

Interesse por fintechs de blockchain e criptomoedas caiu. Tabela: CB Insights

Essa queda pode significar o fim de um hype em relação a blockchain e criptomoedas ou, por exemplo, a espera de maturação do setor. Do ponto de vista da tecnologia, foi um período de boom de soluções relacionada ao dinheiro.

Até porque, GS, JP e MS estão testando a tecnologia. Além disso, também já estão, ou vão começar a oferecer investimentos em criptomoedas a seus clientes. E podem ainda estar escolhendo áreas mais urgentes para investimentos no setor financeiro.

Fintechs de blockchain e criptomoedas se destacaram nos M&As. Gráfico: CB Insights.

Assim, entre 2010 e 2020, as fintechs que lideraram o fechamento de transações de participações com bancos dos EUA foram as mercados de capitais (93), gestão de ativos e fortunas (46) e aquelas com foco em pequenos e médios negócios, as SMBs (37).

O segmento das insurtechs foi o único, junto com blockchain, que também demonstrou queda das operações dos bancos dos EUA com fintechs.

Segundo o estudo, há uma diferença de estratégia entre o bancos que mais fizeram M&As em número de transações. No GS e no Citi, essas aconteceram em em boa parte por conta de seus braços de venture capital.

Porém, nos últimos anos o foco maior do GS é em gestão de fortunas. Mas houve também interesse em áreas como empréstimos alternativos e no que pode ajudar em sua estratégia digital.

Enquanto isso, o Citi também olhou para gestão de fortunas. E fez aquisições me áreas como imobiliário e SMB. Isso se alinha a seu foco em expandir os negócios para cientes institucionais.

Já o JP, que tem feito vários anúncios relacionados a blockchain e criptomoedas e tem até uma stablecoin, baseou suas aquisições na estratégia de crescer no mercado de capitais. Porém, o banco já anunciou que terá um banco digital para concorrer com startups.

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