Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Febraban cria grupo de trabalho sobre real digital para entender impacto no setor

Leandro Vilain, diretor da Febraban, que deve contratar consultoria sobre real digital.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) criou um grupo de trabalho, há dois meses, para discutir o real digital. “A ideia é entender as tecnologias, o efeito da implementação do real digital no sistema bancário e como temos de nos preparar para isso”. Foi o que disse Leandro Vilain, diretor executivo de inovação da instituição, em audiência pública no Senado.

“Ainda estamos no estágio muito inicial. Estamos pensando em contratar uma consultoria internacional para ver como o sistema bancário reagiu a essa iniciativa (em outros países)”. Vilain participou da audiência sobre real digital nesta quarta-feira (1).

De acordo com o diretor da Febraban, como discussões sobre moedas digitais de bancos centrais (CDBCs) acontecem em outros países, “no final do dia, é importante a gente entender como estão tratando temas regulatórios, operacionais, de tecnologia e de comportamento do consumidor”.

Febraban vai mapear melhores casos de uso do real digital

Vilain disse que estudos apontam mais de 50 casos de uso para a CBDC. Esses vão, por exemplo, de apenas uma digitalização da moeda soberana a uso de contratos inteligentes, garantia de contratos de crédito e facilitação de pagamentos transfronteiriços. O Banco Central apontou esse último como um dos potenciais ganhos com o real digital. Porém, “neste momento, não temos na Febraban esse mapeamento de todos os casos de uso e quais os mais apropriados para o real digital”.

Respondendo a uma pergunta senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL) sobre golpes financeiros, Vilain disse que esses não estão ligados à tecnologia que se usa. No caso das criptomoedas, é blockchain. “Pirâmides sempre aconteceram dentro e fora do Brasil, dentro ou fora do sistema”. O setor, afirmou, é regulado pelo BC. Portanto, se acontece algo fora das regras, é crime.

Cunha é presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado e convocou a audiência público. Isso porque afirmou que a casa precisa participar do debate sobre o real digital. A audiência está disponível no site do Senado.

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