Mercado de Criptomoedas por TradingView

“Estamos comprometidos em sermos líderes em pagamentos com criptomoedas”, diz Visa

Visa quer ser o jeito mais fácil de comprar criptos. Foto: MBatty, Pixabay.

“Estamos comprometidos em sermos líderes em pagamentos com criptomoedas”. É o que disse Romina Seltzer, vice-presidente sênior de produtos e Inovação da Visa América Latina e Caribe (LAC). A rede de pagamentos anunciou que seus esforços em criptomoedas na região estão “aumentando substancialmente” com novas alianças relacionadas, por exemplo, a cartões. E que a empresa está focada em ser a forma mais fácil e segura de comprar e usar criptomoedas por meio de um cartão. A região é uma das que mais veem crescer a adoção de criptomoedas, em boa parte devido à desvalorização das moedas nacionais.

A Visa também deixa claro que está ciente de que os formatos do dinheiro estão mudando. Assim como acontece com Mastercard e PayPal, que também tem iniciativas significativas nesse segmento. “São mudanças revolucionárias que estão acontecendo no setor de pagamentos”, completou Romina. Mas, a empresa vai além de negociações e pagamentos. Está também dando consultoria no assunto, já lançou um programa para criadores de tokens não-fungíveis (NFTs) e participa de estudos de moedas digitais de bancos centrais. Inclusive está num dos nove projetos de testes do real digital que o Banco Central (BC) está fazendo.

Visa fez acordo com Zro Bank, que tem cartão da bandeira

Na América Latina, a Visa fez alianças com fintechs e startups de troca de moedas digitais. Há, por exemplo, o cartão do brasileiro Zro Bank e o pré-pago da argentina Lemon Cash, que em alguns meses começa a operar no país. Também fez acordo com o Alterbank, que a Méliuz comprou e que passará a fazer operações que o banco de criptos fará só até início de agosto. No mundo, a empresa diz que tem acordos com mais de 70 das principais plataformas de criptomoedas.

No entanto, a Visa diz que se interessa não apenas em operações nas suas redes, mas em operações de redes de redes. Além disso, afirma que como faz operações com cerca de 160 moedas e liquidações em 28 moedas, acredita que poderá incorporar as stablecoins com respaldo fiduciário como moedas de liquidação adicionais na sua rede. A empresa está concentrando os testes com a USDC, a stablecoin pareada em dólar das Circle. “Consideramos que isso é um outro marco importante no nosso esforço para ser uma ponte entre moedas tradicionais e as digitais”, disse a empresa num comunicado.

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