Entra no ar a BEE4, plataforma de tokens de ações do sandbox da CVM

Mais uma plataforma de tokens que está no sandbox da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) começa a entrar em operação. Ontem (22), foi a vez da BEE4, o primeiro ambiente de negociações de ações tokenizadas regulado pela autarquia. O foco é em empresas emergentes que faturam de R$ 10 milhões a R$ 300 milhões. Portanto, as que não têm acesso à bolsa B3, que opera com as de grande porte. A primeira negociação será no próximo dia 28 e deverão ocorrer sempre às quartas-feiras.

“Nesse início da BEE4 colocamos no ar apenas um pedacinho do roadmap audacioso que nos propusemos a executar nos próximos anos, a partir do sandbox. Enquanto ambiente de negociações de ações, a BEE4 é a base de todo um novo ecossistema de participantes. Isso vai permitir que empresas emergentes possam abrir capital e negociar publicamente e que investidores com visão de longo prazo possam participar desse mercado”, disse ao Blocknews a CEO da BEE4, Patricia Stille.

A CVM escolheu quatro projetos para seu último sandbox e três deles envolvem tokenização. A Vórtx QR Tokenizadora puxou a fila com o lançamento de tokens de debênture e de cotas de fundo de investimento em junho passado. A plataforma de crowdfunding SMU Investimentos lançou seu braço de tokens de participação acionária para captação de recursos por startups no início deste mês.

E agora a BEE4 começa a esquentar o motor e o primeiro projeto que estará no ar são tokens da de tokenização de maior parte dos R$ 4,2 milhões de ações que a clínica de reprodução humana Engravida vendeu em 2021. A captação aconteceu pela plataforma de crowdfunding Begin, que é parte do ecossistema da BEE4. A captação é tokenizada e quem quiser pode vender seu token no mercado secundário que a BEE4 está criando. As três startups e a Bolsa OTC, projeto do sandbox do Banco Central, são testes de projetos que se bem sucedidos mudam o cenário das ofertas de investimentos no país.

A BEE4 conta com 50 colaboradores. A CIP, que era uma instituição de tecnologia dos bancos e que se tornou uma empresa com os 34 bancos como sócios, faz parte do projeto. A nova plataforma foi o primeiro investimento da CIP como empresa, num movimento que faz parte de seu novo perfil de buscar receita e lucro.

“Para os bancos, o desenvolvimento do mercado financeiro e de capitais é sempre uma vantagem. Com um mercado de acesso ascendente há mais oportunidades de investimentos para seus clientes, com melhores oportunidades de diversificação, tudo isso com o selo do regulador”, disse ao Blocknews Raphael Mielle, gerente de inovação da CIP. A atuação da empresa na BEE4 inclui a estruturação de liquidação das operações.

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