Ebury Bank é lançado oficialmente no Brasil depois de comprar Grupo Bexs

Fernando Pierri (E) e Luiz Henrique Didier Jr. (D). Foto: Ebury.

A Ebury, fintech com sede em Londres e atuação em 25 países oferecendo serviços de pagamentos internacionais, lançou no Brasil a marca Ebury Bank. A ação se segue ao acordo de compra do Grupo Benx, que incluiu o Bexs Banco, de câmbio, e a Bexs Pay, de pagamentos. Agora, a fintech diz que está tocando os trâmites finais no Banco Central (BC) para para concluir a transição de controladores. No plano local está a oferta de serviços de tecnologia chineses da compra ao pagamento.

A marca Ebury Bank será exclusiva para o mercado brasileiro por conta da licença de banco de câmbio, o que permite uma oferta completa de produtos de pagamentos internacionais para pessoas jurídicas. Nesse segmento de empresas, o interesse inclui produtos para as Pequenas e Médias (PMEs), assim como grandes plataformas.

“O Brasil é um país chave na expansão geográfica da Ebury. Na nossa estratégia de crescimento acreditamos que será fundamental para a ampliar a nossa receita”, Fernando Pierri, Chief Commercial Officer Global da Ebury. Uma das estratégias é atender empresas brasileiras que queiram acessar o comércio internacional.

A fundação da Ebury foi em 2009 Juan Lobato e Salvador García e tem volume anual de transação em 2023 foi cerca de 27 bilhões de libras esterlinas, ou R$ 161,9 bilhões. O plano é realizar um IPO nos próximos dois anos. Entre seus investidores está o banco Santander. Seus principais mercados são o Reino Unido, a Espanha e agora o Brasil. O crescimento deve acontecer tanto nos serviços de câmbio para PMEs, incluindo as contas internacionais, como no câmbio via APIs para plataformas e outras empresas de tecnologia.

Para empresas que atuam no segmento do comércio exterior, a aposta é na ampliação de produtos que a enfrentar riscos financeiros inerentes às operações cambiais. “A realidade é que a cotação do real oscila consideravelmente e estamos numa fase final de aperto monetário nas principais economias. As empresas, sejam PMEs ou de grande porte, precisam de produtos que preservem suas margens comerciais para não serem surpreendidas”, afirma Claudia Bortoleto, Country Manager da Ebury no Brasil.

Na oferta de produtos via API, a grande aposta são produtos e serviços de tecnologia envolvendo a China e o Brasil. “Há espaço para que uma nova oferta via tecnologia por parte grande de players chineses chegue ao Brasil de forma simplificada, considerando a jornada de compra até os métodos de pagamentos, por exemplo, tornando o câmbio direto entre o real e iuan uma realidade muito mais abrangente do que constatamos hoje”, afirma Luiz Henrique Didier Jr, Diretor Executivo que lidera toda a gama de produtos de Câmbio as a Service.

Na América Latina, a Ebury tem também operações no Chile. Na África, começou a operar com a compra da Prime Financial Markets, da África do Sul.

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